BACKER MEDIEVAL

Junho 17, 2009 · 4 Comentários

backer medieval 1a

Para a imensa felicidade nossa, a escola belga tem ganho cada vez mais representantes feitas em terras brasileiras. A Eisenbahn lançou sua pale ale belga, sua strong golden ale, christmas ale (Weihnachts Ale) e sua bière de champagne, a Lust, além da strong dark ale Dama do Lago, do amigo Leonardo Botto. A Baden Baden tem sua tripel edição limitada. A Wäls, que recentemente lançou a deliciosa pilsen de alta drinkability Wäls X-Light (motivo de um próximo post por aqui), produz estupendas dubbel e tripel. A Falke produz a não menos estupenda Monasterium, que dispensa apresentações. A Biertruppe lançou a  Saint Nicholas, blonde cheia de caráter e personalidade. A DaDo Bier produz a excelente Belgian Ale. Além, é claro, de várias belgas produzidas pelos homebrewers (inclusive uma tal de Hercule, edição limitadíssima, infelizmente…) Mesmo assim, ainda acho que são poucas representantes, perto do que a escola belga nos oferece. Ou seja, ainda há espaço pra muitas belgas made in Brazil

A boa notícia é que a Backer também está com uma novidade de peso: a Medieval, uma blonde tipicamente belga desenvolvida por ninguém menos que o mestre Paulo Schiaveto. Pude experimentá-la pela primeira vez no ano passado, no Minas Bier Fest, ainda na fase de desenvolvimento, o que me fez esperar por ela ansiosamente todo este tempo. Presente agora na Expo Cachaça, degustei a Medieval já em sua versão definitiva, que agora está ganhando o mercado. Trata-se de uma blonde filtrada com um aroma frutado e de fermento belga tão típicos que te faz pensar se ela não foi produzida em Bruxelas, Antuérpia ou Mechelen.

No copo, é acobreada, translúcida e de espuma abundante. Os aromas de malte, especiarias, cravo, canela, laranja, frutados, adocicados e de fermento são resultado dos maltes, lúpulos e cepas de fermento utilizados. Na boca, revelam-se os sabores dos maltes e lúpulos. Apresenta um dulçor predominante, bom corpo e álcool sutil; e residual doce com posterior aquecimento vindo do álcool, cujo teor é de 6,7%. Saborosa e fácil de beber, ou seja, perigosa…

Merece destaque não só o líquido, mas também todo o projeto de design do produto. Embalada numa garrafa marrom jateada, com tampa decorada por um símbolo rúnico e vedada com cera vermelha, e rótulo simulando um papiro, com vários símbolos distribuídos (luas e estrelas prateadas e runas), arrematado por um adesivo que simula um selo de cera vermelha, a apresentação é uma das mais bonitas do universo cervejeiro, que transmite de fato um ar antigo, medieval. Proporcional ao cuidado com que a receita foi desenvolvida, com certeza.

Ouvindo: Buddy Guy – Damn Right I’ve Got The Blues

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CULTURA CERVEJEIRA NA EXPO CACHAÇA 2009

Junho 5, 2009 · 2 Comentários

Amigos,

Pelo 3º ano consecutivo, a AcervA Mineira estará na tradicionalíssima Expo Cachaça, com um grande estande, onde vocês poderão conferir nossas produções, além de participar do ciclo de palestras que preparamos para vocês.

Dêem só uma olhada:

Expocachaça2009

Minha palestra é hoje às 21:30 e amanhã às 19:30! Falarei um pouco sobre a cultura cervejeira e as particularidades e características de cada escola e seus principais estilos!

Espero vocês lá!

Abraços e §11!

Ouvindo: Men At Work – Down By The Sea

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PROGRAMA PÃO E CERVEJA NA CBN BH

Junho 3, 2009 · 2 Comentários

Na última sexta-feira foi ao ar pela CBN o programa “Pão e Cerveja”. Apresentado pelos jornalistas Marcelo Guedes e Fabiana Arreguy, com participação especial do mestre Marco Falcone, o programa introduziu nas ondas do rádio aquilo que pretendemos propagar: a cultura cervejeira. Falando sobre a história da cerveja ao longo das civilizações e os aspectos que definem os processos de baixa e alta fermentação, Marco e a CBN criaram um marco na história da cultura cervejeira brasileira.

E a melhor notícia é que o Pão e Cerveja é uma coluna semanal, ou seja, todas as sextas-feiras, às 11:50 da manhã, a coluna estará no ar pela CBN Belo Horizonte, trazendo todos os aspectos que envolvem essa cultura milenar. Para quem for de Belo Horizonte, é só sintonizar 106,1. Para quem estiver fora de BH, é só correr pro micro e acessar pela web: http://cbn.globoradio.globo.com/Player/playerAoVivoBH.htm

É a cultura cervejeira ganhando cada vez mais espaço! Um brinde a essa iniciativa e… Pão e Cerveja para todos!

Ouvindo: Led Zeppelin – Over The Hills And Far Away

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COOPERS EXTRA STRONG VINTAGE ALE

Maio 27, 2009 · 1 Comentário

coopers extra strong vintage ale 2008 1a

Mais uma vintage ale na sequência! Afinal de contas, existe estilo melhor para se beber nesse frio do que uma boa vintage ale?

A Coopers é uma cervejaria australiana fundada em 1862 pelo inglês Thomas Cooper, um dos muitos pioneiros ingleses que foram para a  nova colônia ganhar a vida. A cervejaria experimentou o sucesso quase que imediato, e desde então vem mantendo sua tradição e qualidade, sendo hoje um importante nome no mercado cervejeiro australiano. A Sparkling Ale que é produzida hoje é receita original do início das atividades de Thomas Cooper em 1862,  e é uma cerveja interessantíssima, e sua Extra Stout também é uma cerveja digna de nota.

Porém, a cerveja mais especial de seu portifólio com certeza é  a Coopers Extra Strong Vintage Ale. Esta vintage ale se revelou uma cerveja extraordinária, viciante.

Ao ser servida, ela apresenta uma cor castanha bem turva, espuma bege muito abundante, densa e persistente, e aromas frutados, de lúpulos e mel agradabilíssimos.

Na boca é frutada, e revela sabor de malte, lupulagem fina, um dulçor equilibrado e agradável, que é perseguido de perto por um amargor considerável mas pouco duradouro, que se revela logo após as notas doces. Possui grande drinkability (seus 7,5% de teor alcoólico nem interferem) e um equilíbrio entre os efeitos dos maltes, lúpulos e fermento, resultado da fermentação e maturação prolongadas. Mais uma cerveja que evolui com a guarda (segundo a cervejaria, ela revela maior complexidade de aromas e sabores a partir dos 18 meses de idade…). Esta foi uma representante da safra 2008, com exatamente um ano de idade. Acho que vou guardar algumas pro ano que vem…

Juntamente com a Margriet e a Gouden Carolus Ambrio, a Coopers Extra Strong Vintage Ale foi uma das 3 cervejas que mais me chamaram a atenção neste ano, até agora… Só acho que deveria vir numa garrafa maior…

Ouvindo: Men At Work – Down Under

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FULLER’S VINTAGE ALE

Maio 14, 2009 · 2 Comentários

fuller's vintage ale 1a

Depois de duas intermináveis semanas completamente afastado do BA, finalmente posso dar prosseguimento às resenhas, opiniões e notícias de sempre… um brinde a isso, portanto!

Este post é sobre uma cerveja – e uma cervejaria – pra lá de especiais: fundada em 1845 em Chiswick, bairro de Londres às margens do Rio Tâmisa, a Fuller’s produz, reconhecidamente, algumas das melhores cervejas inglesas. As cervejas vão de estilos como english pale ale até estilos como winter warmer, old ale e irish red ale, passando por porters, stouts, barley wines e bitters. Em alguns casos, a Fuller’s detém a cerveja referência do estilo, como a extraordinária Fuller’s ESB, o paradigma do estilo extra special bitter.

Em 1997, a Fuller’s começou a produzir uma cerveja de edição limitada, feita com os melhores maltes e lúpulos obtidos durante  o ano. Com isso, cada ano foi brindado com uma cerveja de receita diferente, tornando a Fuller’s Vintage Ale uma cerveja literalmente safrada, que, por ser refermentada na garrafa, ainda é uma cerveja de guarda, que evolui muito além da data de “vencimento”.

A apresentação da cerveja é extraordinária: estojo na cor vinho, garrafa com rótulo bege, cinza e dourado. As garrafas são numeradas, o que dá uma ideia de exclusividade muito grande. Realmente você sente que se trata de uma edição limitada.

A versão de 2008 da Fuller’s Vintage Ale foi feita com lúpulos Challenger e Northdown, malte Maris Otter e a indefectível cepa de leveduras da cervejaria, que faz com que as Fuller’s tenham aquele aroma de mel pronunciado. Foram produzidas apenas 145 mil garrafas. Degustei a de número 74627. A seguir, as minhas impressões sobre essa grande cerveja:

A cor é de um castanho/âmbar claro, ligeiramente turva, espuma bege claro, densa e consideravelmente abundante e persistente.

No nariz, revela aromas de mel, caramelo, lúpulos nobres e notas de madeira. Na boca, revela-se consideravelmente doce, porém com final seco, lupulado e alcoólico. A lupulagem impressiona pela elegância e equilíbrio, tanto em aroma como no sabor. Porém, por se tratar de uma vintage ale, acho que ficaria ainda mais interessante reduzir um pouco o excesso de dulçor aparente e dar um pouco mais de força às notas de madeira… questão de gosto pessoal. De qualquer maneira é uma cerveja e tanto, indicada principalmente para quem já é fã da Fuller’s Golden Pride, que apresenta o mesmo perfil de dulçor e teor alcoólico – ela também tem 8,5%. Quem gosta das cervejas da Fuller’s não pode deixar de bebê-la.

Uma abraço e um brinde, e até o próximo post, que será em breve!

Ouvindo: Led Zeppelin – Hey Hey What Can I Do

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MOVIMENTO SLOW BIER BRASIL

Abril 30, 2009 · 2 Comentários

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No último sábado, dia 25 de abril, foi lançado aqui em BH o Movimento Slow Bier Brasil. Cervejeiros de Minas e de várias partes do país (nossos amigos Botto e Ricardo Rosa foram apenas duas das presenças ilustres) se reuniram para marcar o lançamento, em videoconferência direta com os criadores do movimento no mundo, a Slow Bier Messe, da Alemanha.

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Início da videoconferência com a Alemanha

A filosofia do movimento tem tudo a ver com o que acreditamos: o resgate da história, da cultura e do prazer de se fazer e de se beber boas cervejas, associadas naturalmente à gastronomia de qualidade. Portanto, nada mais natural que o movimento no Brasil recebesse adesão em massa dos cervejeiros, homebrewers e apreciadores. E foi o que aconteceu. Numa festa que envolveu ainda conferências com a Acerva Gaúcha e com o pessoal do Brejas, vários brindes foram erguidos em entusiasmo e compromisso com o novo movimento.

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O brinde alemão

Particularmente, comungo 100% tanto com a filosofia do Slow Bier como do Slow Food, e considero a formalização daquele uma enorme conquista para a cultura do país.

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O brinde com o pessoal do Brejas (na sequência, da esquerda para a direita: eu, Leonardo Botto, Thomas Karpen, Marco Falcone (Falke Bier), Emiliana Karpen e Luisane Vieira (Confece)

Agora com licença que vou degustar uma barley wine ali. Sem pressa nenhuma…

Ouvindo: Eric Clapton (Live In Rio – eu estava lá) – Going Down Slow


Crédito das fotos (e maiores detalhes): blog Cultura Cervejeira (Marco Falcone – Falke Bier)

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ANIVERSÁRIOS DA REINHEITSGEBOT E DA FALKE BIER

Abril 23, 2009 · 5 Comentários

Ergamos os copos!!!

Coincidentemente ou não, hoje é aniversário da Lei de Pureza da Baviera de 1516 e da Cervejaria Falke Bier, de Ribeirão das Neves – MG.

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Há 493 anos, em 23 de abril de 1516, o Duque Guilherme IV da Baviera promulgou aquela que viria a ser a norma mais conhecida do universo cervejeiro. Estabelecendo como a cerveja deveria ser elaborada e vendida em toda a Baviera, a lei lançou a bases para a padronização da receita das cervejas produzidas na escola alemã (a utilização de água, malte, lúpulo e levedura apenas), sendo uma das principais características desta, e que é seguida à risca até hoje em todo o território alemão. Hoje, a Reinheitsgebot é muito evocada por todos que se colocam contra o processo de barateamento da produção da cerveja, onde cereais alheios às receitas tradicionais das cervejas, como o milho e o arroz, e diversos adjuntos são utilizados, em detrimento do sabor, da História e da qualidade. Ou seja, apesar de escolas como a belga e a inglesa produzirem cervejas estupendas sem se prenderem aos 4 ingredientes básicos, falar em lei de pureza é falar em preocupação com a qualidade da cerveja, principalmente no que tange a estilos historicamente alemães.

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488 anos depois, surgiu na Região Metropolitana de Belo Horizonte uma cervejaria intensamente comprometida com a qualidade e com a disseminação da cultura cervejeira no Brasil. Nascida do sonho dos irmãos Marco, Ronaldo e Juliana Falcone, a Falke Bier foi construída em 2003/2004, e a primeira cerveja produzida na nova fábrica foi degustada em 23 de abril de 2004, há exatos 5 anos. Hoje a Falke Bier conta com as cervejas Falke Bier Pilsen, Red Baron (vienna lager), Ouro Preto (schwarzbier), Estrada Real (IPA) e Monasterium (tripel), e goza do enorme respeito e carinho de todos pela qualidade de seus produtos e pela paixão com que vivem a cerveja, além do inestimável papel de fomentadores da cultura cervejeira em solo mineiro e brasileiro.

Portanto, hoje é um dia onde erguer um brinde é mais do que imperativo: à Falke Bier, um brinde com Falke Ouro Preto, desejando muitos e muitos anos de boas cervejas!!!

Hopfen und Malz, Gott erhalt’s! Ein Prosit!!!

Ouvindo: Die Toten Hosen – Schön Sein

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REPORTAGEM – REVISTA VIVER BRASIL

Abril 13, 2009 · Deixe um comentário

Olá pessoal!

A revista Viver Brasil dessa semana publicou uma matéria sobre o mercado de cervejas artesanais de Minas Gerais. Segue na íntegra o conteúdo da mesma.

Gostaria de agradecer à revista Viver Brasil pelo prestígio, em especial à repórter Ana Arsênio e ao fotógrafo Pedro Vilela, pelo ensaio fotográfico inspirado. Valeu!  A todos, um abraço e um brinde!

Mercado
Loura sofisticada

Mercado de cervejas artesanais conquista o paladar e a mesa dos brasileiros

Texto: Ana Arsênio | Fotos: Pedro Vilela
Opiniões e sugestões sobre a matéria?
Mande e-mail para redacao@revistaviverbrasil.com.br


revista-viver-brasil

Algo está diferente nas mesas de bares e restaurantes onde a tradicional cervejinha é a protagonista. A loura gelada, fabricada de maneira artesanal, já ocupa espaço significativo em meio aos tira-gostos e bate-papo descontraído. Nos últimos cinco anos, elas vêm conquistando o paladar dos brasileiros. Só em Minas já são sete microcervejarias.

Segundo o diretor do Sindicato da Indústria de Bebidas do Estado de Mi­nas Gerais (Sind-Be­bi­das), Marco An­tônio Falcone, elas são responsáveis pela produção de 400 mil litros por mês, e registram crescimento anual de cerca de 15%. Um dos fundadores do Grupo Krug Bier a primeira microcervejaria a se instalar em Minas, Herwig Gangl, garante que o mercado das cervejas artesanais é mesmo bem promissor. Tanto que, segundo revelou, no final de março seu grupo fechou contrato com um grande distribuidor do Espírito Santo, para colocar seus produtos nas maiores redes de supermercados daquele estado.

A Krug Bier produz 150 mil litros por mês de chope e cerveja. Hoje fornece para 80 casas da Grande Belo Horizonte, sendo duas próprias, a Krug Bier, no Belvedere, e a Maria de Lourdes, no bairro de Lourdes, ambos na zona sul de Belo Horizonte. Herwig, que tem como sócios Marcelo Bruzzi e Theo Dimitriou, lembra que a cerveja começou a ser produzida há três anos e vem conquistando o mercado, voltado para os segmentos A e B. A Áustria pode ser encontrada nas versões Pilsen, Amber e Weiss, em garrafas de 600 ml. “O processo de produção da cerveja leva cerca de um mês, entre cozimento, fermentação e maturação”, ressalta Marcelo Bruzzi. Ele lembra que as bebidas artesanais começaram a chamar a atenção dos consumidores brasileiros com as importadas. No entanto, elas eram mais adaptadas aos paladares dos europeus e americanos. Com isso, empresários abraçaram o nicho de mercado, produzindo por aqui um produto com a cara do brasileiro.

Outra cerveja artesanal com grande aceitação no mercado é a Backer, com cerca de dez anos de atuação em Minas. Além do tradicional chope, fazem sucesso também a Backer Pilsen, Backer Brown e a Backer Pale Ale. Todas elas long neck. Da mesma época de fundação, a Wäls também tem o seu público, nas versões chope e cerveja. Já pertinho da capital, em Capim Branco, a Cervejaria Artesamalte desponta no mercado, assim como a Cervejaria Trovence, de Contagem, a mais nova das sete, com dois anos de atuação, e a Cervejaria Brusque, de Santa Luzia, no mercado desde 2004. As sete cervejarias artesanais mineiras  faturam juntas, por mês, cerca de 1 milhão de reais.

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E elas vem agradando tanto que, em Belo Horizonte, possuem até mesmo um fã clube. Rodrigo Jacinto Lemos, 35 anos, é presidente da Confraria da Cerveja de Belo Horizonte. Grupo que reúne cerca de 100 apreciadores de uma boa cerveja artesanal e que se encontra, pelo menos, uma vez por mês, em bares da capital que fornecem este tipo de produto. Nas reuniões informais, segundo Ja­cinto, eles debatem sobre os novos sabores da bebida, que tem entre os aromas, além do malte, lúpulo e cereais, trigo, cravo, café, caramelo e chocolate, e as experiências próprias no processo de produção. Isto mesmo, Rodrigo Ja­cinto revela que vem se arriscando no ofício e já chega a produzir 600 ml de sua Hércule por mês*, “mas só para consumo próprio, em casa, com os amigos”, garante.

*Obs: Na verdade seriam 20, 40 ou 60 litros de Hercule (e não Hércule) por mês. No mais, a matéria ficou excelente.

Ouvindo: Metallica – Fuel

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TUCHER HELLES HEFE WEIZEN

Abril 1, 2009 · Deixe um comentário

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A cervejaria Tucher fica na cidade de Nürnberg (Nuremberg), no meio do caminho entre Munique e Bamberg, na província da Francônia. Data de 1672, e produz extensa linha de weissbiers, pilsens e estilos variados, como sua doppelbock, a Bajuvator, que é tida como uma das melhores cervejas da escola alemã.

Sua weizenbier é uma bela novidade no mercado brasileiro. Rivaliza-se com as melhores representantes do estilo disponíveis por aqui. Bebedores de Paulaner identificarão especial semelhança no perfil aromático e de sabores para com a Tucher Hefe Weizen. Ela apresenta cor amarelo clara, grande turbidez e espuma densa, abundante e muito persistente.

Os aromas são, principalmente, de fermento, aromas cítricos, de banana, cravo e mel. Na boca, revela sabores de malte, mel, especiarias e fermento, prolongamentos dos aromas. Uma excelente weissbier, muito bem vinda nesses tempos de calor excessivo.

Ouvindo: AC/DC – Spoilin’ For A Fight

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RUGBEER O’DRISCOLL E NAM KATEE PLA

Março 21, 2009 · 5 Comentários

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Brian O’Driscoll é o capitão da seleção de rugby irlandesa, principal jogador de rugby do país e considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos. Em sua homenagem, o homebrewer João Becker (e jogador do BHRugby, time de rugby de Belo Horizonte) da Rugbeer fez uma ginger ale para comemorar o St Patrick’s Day, que é organizado pelo BHRugby, em parceira com o Frei Tuck.

Para harmonizar com a ginger ale – ale feita com gengibre – fiz uma escolha exótica: um prato da cozinha tailandesa, que adoro, cujo gengibre é o ingrediente protagonista, o Nam Katee Pla. O prato é basicamente um peixe de carne branca (linguado, cherne, etc.) cozido e temperado com, além do gengibre, leite de coco e temperos e ingredientes típicos, como o nam pla (molho de peixe), hondashi e óleo de amendoim. O peixe é tradicionalmente acompanhado de cenoura e brócolis, cozidos no caldo. Personalizei a receita adicionando curry, páprica picante, gotas de tabasco (afinal de contas a cozinha tailandesa é quase sempre picante); molho de ostras e suco de limão, além da manga na montagem do prato.

O efeito provocado foi perfeito: o predomínio do gengibre casou muito bem com o gengibre da cerveja, e todas as especiarias, adocicados e frutados do açúcar mascavo, manga e leite de coco combinaram bem demais com o gengibre e as notas de malte e fermento da cerveja.

A Rugbeer O’Driscoll é uma cerveja incrível. Tem o gengibre como característica dominante (em sabores e aromas), mas tem um notável equilíbrio de sabores. Além de tudo, é muito refrescante. Se você vir alguma dando sopa, não pense duas vezes em bebê-la!

Slàinte!

Ouvindo: Dropkick Murphys – Barroom Hero

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