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MELHORES DE 2018

Olá pessoal!

Antes tarde do que mais tarde! Aqui vai a lista das melhores cervejas que passaram pelo copo deste escriba aqui no ano passado. Vamos a ela:

Brazucas:

5 Elementos Coffee & Pancake Brunch Stout

5 Elementos Abyssal Coffee

5 Elementos Sweet Symbiosis

Augustinus Black Mamba

Augustinus Dead By Dawn

Bold Psychedelic Weisse

Dádiva Lucid Dream

Dogma Cake!

Dogma Morning Gringo

EverBrew Evercream

EverBrew Evermont

Hocus Pocus Rabbit Hole

Koala San Brew Juicy Call

Gringas:

Angry Chair Rocky Road

Ballast Point High West BA Victory At Sea 2017

Buxton Yellow Belly

Cantillon Lou Pepe Kriek

Cycle Rare DOS Heaven Hill

Cycle Rare DOS Double Barrel Cinnamon

Cycle Rare DOS Double Barrel Cinnamon and Hazelnut

Deschutes Black Butte XXVIII

Epic Big Bad Baptist

Funky Buddha Morning Wood

Funky Buddha Maple Bacon Coffee Porter

Goose Island Bourbon County Coffee Stout 2017

Hill Farmstead Clara 2018

J. Wakefield Ryevan Drago

Jackie O’s BBA Dark Apparition

Lost Abbey Cuvee de Tomme 2017

Lost Abbey My Black Parade

Other Half Blazer Hazers

Perennial Abraxas

Perennial BA Vermillion 2018

Prairie Pirate Bomb!

Struise Black Damnation Octopussy

The Bruery So Happens It’s Tuesday

The Bruery White Chocolate 2017

Tommie Sjef Poos

Toppling Goliath Pseudo Sue

Tree House Julius (super fresca)

Tree House Bright

Trillium DDH Congress Street (super fresca)

Trillium Heavy Mettle

Trillium PM Dawn

Trillium Triple Seesaw Fruit Salad

Em breve teceremos comparações com os ranking coletivos mais legais que são feitos todo ano…

Cheers!

Ouvindo: Testament – Brotherhood Of The Snake

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Mexican RIS – Um dos estilos de Imperial Stout mais apreciados da atualidade

Olá pessoal!

Lembram que falei sobre as Stouts com adjuntos recentemente? Pois é, as possibilidades são tantas que uma das linhas que está sendo seguida e que tem sido muito popular atualmente são as RIS (Russian Imperial Stouts) com ingredientes que remetem a dois pratos típicos da cozinha mexicana: o molho mole poblano e o bolo mexicano de chocolate com canela.

O mole poblano é aquele molho cuja base é chocolate e pimentas (não somente a pimenta poblano mas outras variedades) e que ainda vai uma infinidade de ingredientes (veja uma receita típica aqui). O bolo mexicano de chocolate e canela é uma iguaria muito consumida por imigrantes mexicanos na comemoração do Cinco De Mayo. Eis a deliciosa receita.

Partindo destas inspirações, várias cervejarias norte-americanas criaram receitas de Imperial Stouts onde adjuntos como o cacau, as pimentas e a canela servem como base, não raramente acompanhados por café, baunilha e outros adjuntos que combinam e/ou potencializam esses sabores.

A Cigar City Hunahpu’s e a Westbrook Mexican Cake são dois exemplos de rótulos pioneiros, mas a lista é infindável: Perennial Abraxas, Prairie Bomb!, Stone Xocoveza, entre tantas outras RIS incrivelmente saborosas. Uma coisa é certa: ainda veremos muitas Imperial Stouts com esses ingredientes por aí… fique de olho nos exemplares brazucas que já estão pipocando nas prateleiras, já são vários! Corra atrás deles também!

Ouvindo: Brujeria – Matando Güeros

COMUNICADO

 

Olá pessoal!

Gostaria de comunicar que não tenho nenhuma relação com a atual iniciativa da Prefeitura de Nova Lima de promover um “Beer Tour” no município. Não fui procurado em nenhum momento e não sei quem sugeriu o mesmo nome da iniciativa que organizei desde 2011.

De qualquer modo, mais do que ninguém, apoio qualquer fomento ao turismo cervejeiro no país. Só acho que existem outros nomes para batizar essas iniciativas, não é? 🙂

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Ouvindo: Testament – Brotherhood Of The Snake

 

NE IPAs, Pastry Stouts e American Sours… as novas tendências do mercado cervejeiro

Olá pessoal!

Após alguns anos sem publicar, retomo o blog com nova linha editorial. E começo falando dos estilos de cerveja que têm feito a cabeça dos cervejeiros mundo afora: as New England IPAs, as Pastry Stouts e as American Sours.

A New England IPA (abreviatura NE IPA), Vermont IPA, Juicy IPA ou ainda Hazy IPA é um estilo de IPA onde algumas características são determinantes: aparência bastante turva, textura densa e macia, aroma de lúpulo extremamente pronunciado e amargor rápido, agradável (sem o famigerado harsh, pelo menos é o que se espera dos bons exemplares) e geralmente não muito intenso. Isso se dá pelo uso de ingredientes como trigo (maltado ou não), aveia e leveduras que ficaram célebres por ajudar no perfil frutado e tropical dessas IPAs, como a Conan ou a Wyeast 1318 London Ale III, por exemplo. E, muito, mas muito lúpulo de perfil cítrico/tropical no whirlpool e no dry hopping, principalmente. Alguns dos varietais mais utilizados são o Citra, Mosaic, Galaxy, Simcoe e El Dorado, que geralmente trazem notas de manga, maracujá e demais frutas amarelas ou tropicais, e notas secundárias de frutas vermelhas, floral e resinoso. É importante que a cerveja tenha aparência e textura que lembre um suco de frutas, e não somente o aroma e sabor.

O estilo surgiu na Nova Inglaterra (daí o nome New England IPA), em estados como Vermont, Massachusetts e Maine, por exemplo. Podemos considerar a Heady Topper, da cervejaria The Alchemist, o rótulo pioneiro que, junto com a cervejaria Hill Farmstead, puxou a tendência para IPAs com ainda mais aroma e sabor de lúpulo e textura suculenta, independentemente de sua aparência final. Com o tempo, a aparência bem turva, que no início gerou polêmica, passou a ser perseguida pelas cervejarias.

Heady TopperHeady Topper fresquinha sorvida em um dos Bottle Shares feitos na Cervejaria Koala San Brew

As Pastry Stouts, Stouts com adjuntos ou Stouts de sobremesa são stouts que levam uma infinidade de ingredientes extras, geralmente com o intuito de harmonizar com as notas de café, chocolate e torrefação dos maltes escuros e tentar expandir as possibilidades de sabores oferecidos. Uma inspiração razoavelmente recente e que tem feito a cabeça de muita gente são as receitas inspiradas em sobremesas ou bebidas, como afogatto, tiramisù, cheesecake, etc. O uso de cafés especiais, nibs de cacau, favas de baunilha, diversos tipos de pimenta, maple (xarope de bordo), coco e diversos tipos de castanhas é muito comum, assim como o resgate recente do uso da lactose, açúcar do leite que, por não ser fermentável pelas leveduras de cerveja, aumenta o dulçor da cerveja, dando ainda mais sensação de “sobremesa alcoólica líquida”. E, não raro, isto ainda é aliado ao uso de barris de bourbon, whisky escocês, vinho do porto, jerez, calvados, rum e outros destilados, tudo para enriquecer e obter mais complexidade para o líquido negro.

O sucesso e as notas de avaliação dos degustadores são proporcionais, colocando várias destas cervejas no topo dos rankings de preferência dos cervejeiros, e alguns rótulos, por sua qualidade e raridade, são disputados à tapa por beer hunters, chegando a custar pequenas fortunas. Cervejarias como a sueca Omnipollo, a dinamarquesa Evil Twin e as americanas Angry Chair, Side Project, Toppling Goliath e Bottle Logic testam os limites destas combinações e, não raro, produzem verdadeiros ouros (negros) líquidos.

AnangryAngry Chair Rocky Road, Imperial Stout com favas de baunilha e nozes tostadas absolutamente acachapante.

Já as azedinhas têm ganho cada vez mais espaço, tanto na forma das tradicionais Lambics (principalmente as com adição de frutas) e Gueuzes belgas, quanto dos estilos alemães Gose e Berliner Weisse e, por fim, das American Sours, além das Saisons e Farmhouse Ales. Os norte americanos desenvolveram um estilo próprio de se fazer cerveja ácida e/ou selvagem, com resultados incríveis. Cervejarias como Side Project, De Garde, Jester King, Cascade e Crooked Stave entregam cervejas feitas com uma miríade de frutas, envelhecidas de diversas maneiras, e muitas vezes blendadas para atingir resultados ainda mais complexos. A qualidade e o nível de complexidade atingidos fazem com que elas sejam as cervejas mais valorizadas e disputadas do mercado cervejeiro hoje, juntamente com as RIS Barrel Aged. Posso afirmar sem sombra de dúvidas que as melhores cervejas que tomei ano passado foram algumas incríveis azedas e funkeiras que passaram pelo meu copo.

AlmanacAlmanac Grand Cru Red, Imperial Flanders Red Ale com uvas Zinfandel californianas, framboesas e favas de baunilha, envelhecida em barris de carvalho francês que continham vinho tinto. Talvez a melhor cerveja que bebi em 2017.

Notadamente, o mercado brasileiro não ficou desatento a estas tendências. Hoje praticamente toda cervejaria brasileira de ponta tem uma ou mais NE IPAs em seu portfólio, bem como alguma cerveja de pegada ácida, com especial preferência para as berliner weisse. Já contamos, inclusive, com belos exemplares de pastry stout, o que só deixa os beer geeks cada vez mais felizes.

Tendências são fenômenos extremamente rápidos e voláteis, e estar antenado é fundamental para usufruir o melhor do que a indústria cervejeira pode nos oferecer e, do ponto de vista de quem fabrica, manter-se relevante. Viajem, troquem informações e experiências, façam bottle shares à exaustão e lembrem-se da velha máxima: nada substitui as horas-copo.

Bem vindos de volta, caros amigos. Um brinde ao bate papo cervejeiro!

Ouvindo: Frank Sinatra – The Coffee Song

PROJETO CONHECENDO CERVEJA, SEGUNDA, 09/05 – 19:30, NO WÄLS GASTROPUB

Conhecendo cerveja 2

Olá pessoal!

Na próxima segunda, dia 09/05, teremos a primeira edição do Conhecendo Cerveja, projeto de ampliação da cultura cervejeira do Wäls Gastropub.

Falaremos sobre os principais aspectos da cerveja, como história, escolas, estilos, ingredientes e processos, harmonização e mitos sobre o líquido sagrado.

Além do bate-papo, teremos a degustação de 6 rótulos especialmente selecionados para a noite, escoltados por harmonizações igualmente especiais.

Vai perder? As vagas já estão acabando… te espero lá!

Informações e inscrições: 3582 5628.

Ouvindo: Attaque 77 – Cuanta Cerveza

BEER TOUR – 16 DE ABRIL – CAPA PRETA, KOALA SAN BREW E HIPPER FRIOS

Oi pessoal, tudo joia?

Como vocês sabem, o Beer Tour é um roteiro de divulgação da cultura cervejeira de Minas Gerais que existe desde 2011. Fazemos visitações às principais microcervejarias de Belo Horizonte e região, incrementadas por almoços cervejeiros, degustações e informações relativas ao processo de produção de cervejas.

Teremos o nosso próximo tour no dia 16 de abril, onde visitaremos duas das cervejarias que estão revolucionando a cena mineira: Capa Preta e Koala San Brew! E lá vocês poderão ainda encher seus growlers com as cervejas que gostarem mais!

Visitaremos também o Hipper Frios, onde teremos nossa feijoada cervejeira. O valor por pessoa é 200,00, incluindo as degustações nas cervejarias, o almoço e o translado entre os locais.

Nos encontraremos às 8:30 da manhã no Hipper Frios, na Rua Alberto Cintra, 32, União, próximo ao Minas Shopping. Ao fim do roteiro retornaremos pra lá para o nosso almoço cervejeiro! A previsão de término é por volta de 3 da tarde.

Para fazer a reserva basta me mandar um email para rjlemosarq@yahoo.com.br solicitando os dados para depósito.

Aqui vai também o link para o vídeo do Beer Tour para você saber um pouco mais sobre o passeio: http://vimeo.com/36103784.

Qualquer dúvida estou à disposição!

Grande abraço!!!

Ouvindo: Metallica – Wherever I May Roam

AGENDA DE CURSOS

Atenção, pessoal!

Aqui vão as próximas datas de cursos:

Dia 18/04 – Curso de Introdução à Cultura Cervejeira: este curso é indicado para quem está começando no universo cervejeiro e quer ampliar seus conhecimentos sobre a história da cerveja, ingredientes (água, malte, lúpulo e levedura), escolas cervejeiras, estilos de cerveja e harmonização.

Dia 23/05 – Curso de IPA: este curso é indicado aos amantes das India Pale Ales e do lúpulo. Falamos sobre a verdadeira história do surgimento do estilo e como ele evoluiu ao longo do tempo. Faremos uma análise comparativa dos subestilos (English IPA, American IPA, Imperial ou Double IPA, Session IPA, Black IPA, etc) e também um estudo do lúpulo, suas variedades e características aromáticas, técnicas de lupulagem e outros aspectos para quem já produz cerveja.

Dia 20/06 – Curso de Cervejas Belgas: este curso é indicado aos amantes da rica e complexa Escola Belga. Das refrescantes witbiers, passando pelas celebradas cervejas de abadia e chegando às personalíssimas lambics e gueuzes, o curso fornecerá uma visão geral do universo das cervejas belgas e ainda contará com um estudo da fermentação, dos Saccharomyces às diversas variedades de Brettanomyces e bactérias lácticas.

Maiores informações aqui ou no email rjlemosarq@yahoo.com.br. Inscrições no Hipper Frios pelo telefone (31) 99731-3224 (Felipe) ou pelo email hipperfrios@gmail.com.

Espero vocês lá!

Ouvindo: Iron Maiden – The Red And The Black