REPORTAGEM – REVISTA VIVER BRASIL

Olá pessoal!

A revista Viver Brasil dessa semana publicou uma matéria sobre o mercado de cervejas artesanais de Minas Gerais. Segue na íntegra o conteúdo da mesma.

Gostaria de agradecer à revista Viver Brasil pelo prestígio, em especial à repórter Ana Arsênio e ao fotógrafo Pedro Vilela, pelo ensaio fotográfico inspirado. Valeu!  A todos, um abraço e um brinde!

Mercado
Loura sofisticada

Mercado de cervejas artesanais conquista o paladar e a mesa dos brasileiros

Texto: Ana Arsênio | Fotos: Pedro Vilela
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Algo está diferente nas mesas de bares e restaurantes onde a tradicional cervejinha é a protagonista. A loura gelada, fabricada de maneira artesanal, já ocupa espaço significativo em meio aos tira-gostos e bate-papo descontraído. Nos últimos cinco anos, elas vêm conquistando o paladar dos brasileiros. Só em Minas já são sete microcervejarias.

Segundo o diretor do Sindicato da Indústria de Bebidas do Estado de Mi­nas Gerais (Sind-Be­bi­das), Marco An­tônio Falcone, elas são responsáveis pela produção de 400 mil litros por mês, e registram crescimento anual de cerca de 15%. Um dos fundadores do Grupo Krug Bier a primeira microcervejaria a se instalar em Minas, Herwig Gangl, garante que o mercado das cervejas artesanais é mesmo bem promissor. Tanto que, segundo revelou, no final de março seu grupo fechou contrato com um grande distribuidor do Espírito Santo, para colocar seus produtos nas maiores redes de supermercados daquele estado.

A Krug Bier produz 150 mil litros por mês de chope e cerveja. Hoje fornece para 80 casas da Grande Belo Horizonte, sendo duas próprias, a Krug Bier, no Belvedere, e a Maria de Lourdes, no bairro de Lourdes, ambos na zona sul de Belo Horizonte. Herwig, que tem como sócios Marcelo Bruzzi e Theo Dimitriou, lembra que a cerveja começou a ser produzida há três anos e vem conquistando o mercado, voltado para os segmentos A e B. A Áustria pode ser encontrada nas versões Pilsen, Amber e Weiss, em garrafas de 600 ml. “O processo de produção da cerveja leva cerca de um mês, entre cozimento, fermentação e maturação”, ressalta Marcelo Bruzzi. Ele lembra que as bebidas artesanais começaram a chamar a atenção dos consumidores brasileiros com as importadas. No entanto, elas eram mais adaptadas aos paladares dos europeus e americanos. Com isso, empresários abraçaram o nicho de mercado, produzindo por aqui um produto com a cara do brasileiro.

Outra cerveja artesanal com grande aceitação no mercado é a Backer, com cerca de dez anos de atuação em Minas. Além do tradicional chope, fazem sucesso também a Backer Pilsen, Backer Brown e a Backer Pale Ale. Todas elas long neck. Da mesma época de fundação, a Wäls também tem o seu público, nas versões chope e cerveja. Já pertinho da capital, em Capim Branco, a Cervejaria Artesamalte desponta no mercado, assim como a Cervejaria Trovence, de Contagem, a mais nova das sete, com dois anos de atuação, e a Cervejaria Brusque, de Santa Luzia, no mercado desde 2004. As sete cervejarias artesanais mineiras  faturam juntas, por mês, cerca de 1 milhão de reais.

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E elas vem agradando tanto que, em Belo Horizonte, possuem até mesmo um fã clube. Rodrigo Jacinto Lemos, 35 anos, é presidente da Confraria da Cerveja de Belo Horizonte. Grupo que reúne cerca de 100 apreciadores de uma boa cerveja artesanal e que se encontra, pelo menos, uma vez por mês, em bares da capital que fornecem este tipo de produto. Nas reuniões informais, segundo Ja­cinto, eles debatem sobre os novos sabores da bebida, que tem entre os aromas, além do malte, lúpulo e cereais, trigo, cravo, café, caramelo e chocolate, e as experiências próprias no processo de produção. Isto mesmo, Rodrigo Ja­cinto revela que vem se arriscando no ofício e já chega a produzir 600 ml de sua Hércule por mês*, “mas só para consumo próprio, em casa, com os amigos”, garante.

*Obs: Na verdade seriam 20, 40 ou 60 litros de Hercule (e não Hércule) por mês. No mais, a matéria ficou excelente.

Ouvindo: Metallica – Fuel

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