ST BERNARDUS PATER 6, TRIPEL E ABT 12

Olá pessoal!

Após um longo feriado sem tempo para escrever, volto à ativa com muito assunto. Primeiramente vamos à degustação de toda a linha da St. Bernardus hoje disponível no Brasil. A St. Bernardus é uma cerveja “quase trapista”, digamos assim, porque foi produzida com o know-how do mestre cervejeiro do mosteiro de St Sixtus (produtor das cervejas trapistas Westvleteren, consideradas as melhores cervejas do mundo), num acordo que o empresário Evarist Deconinck fez com o mosteiro. A licença e o acordo expiraram em 1992, quando os monges trapistas decidiram que apenas as cervejas produzidas em seus mosteiros receberiam a denominação de origem e o selo de produto trapista. Mas a produção em Watou continuou, e suas cervejas receberam o nome de St Bernardus, em referência ao nome que os monges franceses que fundaram o local utilizaram para batizá-lo: Refúgio Notre Dame de St. Bernard.

São cervejas muito interessantes, peculiares, que têm seu próprio DNA. Todas se caracterizam por serem muito suaves para os respectivos estilos, e com uma identidade nítida, vinda em grande parte, com certeza, da cepa de fermento utilizada. É o mesmo caso de identidade nítida que se percebe em cervejas da La Trappe, da Unibroue, ou, para dar um exemplo brasileiro, da Falke. Você bebe sem saber que cerveja é e vê logo na hora que é a cerveja da cervejaria tal…

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A St Bernardus Pater 6 é uma dubbel suave, de pouco corpo e alta drinkability. Cor marrom, turva, espuma abundante, densa e persistente, que deixa o famoso “belgian lace” nas paredes do copo. Aromas de ameixa, fenólicos, ácidos, de fermento e álcool. Revela sabores de maltes torrados, frutas escuras e o álcool é notável, apesar dos 6,7% não serem lá tanta coisa  assim…

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A St Bernardus Tripel é também uma cerveja de alta drinkability para o estilo, cor laranja escuro, turva e espuma igualmente abundante, densa e persistente. Os aromas são de malte, fermento. O exemplar que degustei apresentou um certo aroma de clorofenol que chegou a incomodar, defeito grave para uma cerveja dessa estirpe. Entretanto, o sabor estava complexo, de maltes, fermento e álcool bem notável, que esquenta muito para 8%.

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A St Bernardus Abt 12 é a melhor das três cervejas, como já era de se esperar. Cor marrom escura, espuma abundante, densa e persistente, aromas de pão doce, frutas escuras (ameixa, passas, tâmara), fermento, licoroso (vinho do Porto/jerez doce). Os sabores são muito complexos: doce (açúcar mascavo), ácido, torrado, amargo (torrefação e lúpulo), frutado, álcool. Passas, ameixas, tâmaras novamente. Caramelo, especiarias. O álcool é notável, mas muito equilibrado, a cerveja não aparenta os 10% que tem, mas esquenta bastante. Torrado intenso, mas que no aroma é disfarçado pelo frutado/fermento. Bela cerveja.

Em breve também toda a linha da St Feuillien, entre outras… aguardem…

Ouvindo: Led Zeppelin – The Battle Of Evermore

Uma resposta para “ST BERNARDUS PATER 6, TRIPEL E ABT 12

  1. Olá Rodrigo,
    Já tem um bom tempo que não faço comentários no seu post, mas desta vez estou supercurioso para saber como você conseguiu estas cervejas, pois sei que quemtraz é o Xavier, mas não consigo contato com aloja dele nem por e-mail (não respondem).

    Uma abraço do seu xará de Fortaleza.
    Rodrigo Campos.

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