OETTINGERS

A Oettinger, cervejaria alemã, está, atualmente, com cinco de suas representantes no Brasil, facilmente encontráveis por aí. Eis, portanto, a resenha de todas elas:

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A Oettinger Pils é uma german pilsener de 4,7% de álcool, cor amarelo claro, aroma de pão, malte e presença notável de diacetil (éster que dá aquele aroma característico de manteiga), mas uma ausência quase total de lúpulo, podendo-se notar algum lúpulo floral bem distante… A espuma, ou colarinho, é branca e de média retenção, até consideravelmente boa para uma lager. O sabor acompanha o perfil do aroma: pão, malte e muito pouca presença de lúpulo, apenas um amargor muito fugaz no retrogosto.

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A Oettinger Export é mais “turbinada”. Cor dourado claro, 5,4% de álcool, mais aroma e, principalmente, mais sabor de malte. Diacetil mais disfarçado, retrogosto de lúpulo terroso, mas ainda falta mais lúpulo no aroma e no sabor, afinal estamos falando de pilsens alemãs… mas, no geral, uma cerveja agradável.

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A Oettinger Radler é a histórica e clássica mistura de cerveja pilsen com limonada, na proporção de 50%/50%. Segundo o livro “O Catecismo da Cerveja”, de Conrad Seidl, “Franz Xaver Kugler, que em 1922 tinha um restaurante para turistas em Deisenhofen, é considerado seu inventor. Certo dia, 13 mil ciclistas que participavam de um rali nos Alpes chegaram inesperadamente, e Kugler receou que sua cerveja Augustiner de Munique não fosse suficiente para atendê-los. Ofereceu então a ‘caneca Radler’ – matou a sede dos clientes com uma mistura de cerveja e limonada em proporções iguais. A partir de 1926, Kugler passou a se autodenominar ‘o mais popular taberneiro de festas e comemorações da Alemanha’, pois também dirigia o salão de festas Augustiner na Oktoberfest de Munique. Mas só em 1992 os fabricantes de cerveja alemães foram autorizados a fabricar a bebida que já existia havia muito tempo em bares e restaurantes. Há variantes como a ‘Radler legítima’, com limonada, a Almradler, com Almdudler (refrigerante típico dos Alpes) e a Diesel, com Coca-Cola (fabricada atualmente pela Karlsberg com o nome Mixery). As misturas tradicionais com cervejas de alta fermentação, como a Russenhalbe (cerveja branca com limonada) e a Berliner Weisse mit Schuss, também são oferecidas prontas, em lata.”

De fato, os alemães gostam muito de fazer misturas com cerveja. No caso da Oettinger Radler (radler, em alemão, quer dizer ciclista), uma radler “legítima”, o drink tem sabor predominante de limão e açúcar sobre o malte, assim como o aroma, e cor amarelo palha, com reflexos ligeiramente esverdeados. A mistura tem um teor alcóolico final de 2,5%, e é para se beber bem gelada, pois o intuito aqui é refrescar-se, mais do que qualquer outra coisa. Já a Diesel a qual o Conrad Seidl se referiu deve ser feita com weissbier clara, exclusivamente, também na proporção meio a meio. Se são boas? Não são ruins não, mas eu prefiro a cerveja. Pura.

A Oettinger Super Forte é uma malt liquor feita na Alemanha (!!!??!!). Parece uma lager com muito malte e açúcar, para chegar no teor alcóolico de 8,9%. De cor dourado escuro, pouca formação de espuma e considerável aroma e residual doces, lembra muito as Amsterdams, porém muito menos mal feita. Ou seja, é degustável, mas o desequilíbrio de álcool e residual doce versus aromas e sabores de malte e lúpulo e falta de corpo incomoda. Para ser sincero, não sei qual é o sentido de se fazer esse tipo de cerveja desequlibrada, com ênfase no álcool.

Por fim, a Oettinger Hefe-Weissbier é a única weissbier disponível em lata no Brasil. Ao contrário do que possa parecer, a embalagem não prejudica em nada a qualidade da cerveja. É uma boa weissbier, com todas as características típicas do estilo, boa esterificação, sabores e aromas agradáveis, equilíbrio e tudo o mais. No geral, estamos bem servidos de weissbiers… (falando nisso, aguardem um post sobre weizenbocks aqui, inclusive).

Ouvindo: Helloween – Power

2 Respostas para “OETTINGERS

  1. Olá, Rodrigão, parabéns pelo Blog, nível cada vez melhor.
    Só lembrando, temos a Weizenland em lata também!
    Um abraço,
    Luiz Flávio

  2. Pingback: Eletroconfraria « Cervejas e Bicicletas

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