BAR DEVASSA BH

Outubro 8, 2009 · 3 Comentários

Quinta-feira passada foi aberto ao público o Bar Devassa de BH. Localizado em uma esquina pra lá de nobre e tradicional (Getúlio Vargas com Prof. Morais, em frente à Sorveteria São Domingos, local de diversos bares, como o histórico Jane’s, onde acompanhávamos o Skank em começo de carreira…), o Bar Devassa ficou uma casa muito bonita e agradável, com 2 andares (e balcões em ambos) e uma bela varanda ao ar livre ao longo da Prof. Morais, decoração impagável que remete muito bem aos botequins cariocas (como já era de se esperar), muita gente bonita e, principalmente, 5 tipos de chope, além de um excelente cardápio, eclético e completo, daqueles que não deixam na mão quem (infelizmente) não bebe cerveja.

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Devassa Sarará (chope Weizenbier)

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Devassa Loura (chope Pilsen)

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Devassa Ruiva (chope Pale Ale)

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Devassa Índia (chope India Pale Ale)

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Devassa Negra (chope Dark Ale)

O bar é uma excelente pedida para a happy-hour e para unir aficcionados por cerveja e os que (infelizmente, de novo) não dão a mínima bola para o precioso líquido. Com esse calor que anda fazendo…

Ouvindo: AC/DC – The Jack

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DEGUSTAÇÃO DE CERVEJAS NO BRASTEMP GOURMET 2009

Outubro 1, 2009 · 1 Comentário

BGourmet 2009 1d

Este ano tive o prazer e a honra de ter sido convidado para o Brastemp Gourmet 2009, mostra muito bacana de arquitetura e gastronomia que acontece em várias cidades do Brasil, e que este ano está promovendo sua edição mineira no BH Shopping.

Ao contrário do que alguns amigos possam pensar, não fui convidado como arquiteto, e sim como um dos “chefs” participantes, onde conduzirei uma degustação de cervejas da Falke Bier harmonizadas com queijos especiais. Será no dia 10 de outubro, sábado, às 20:00h, e as inscrições podem ser feitas no site http://www.bgourmet-bh.com.br. É só clicar na aba “Programação”, localizar a data no calendário e efetuar a sua inscrição. Corram porque as vagas são realmente limitadas (apenas 35 vagas, e acabam rápido!!!)

Aproveitem para conferir informações sobre este que vos fala e os demais chefs e arquitetos. Tem muito gente bacana e muitos cursos bacanas, e, o melhor, todos gratuitos!

Então é isso! Quem quiser tomar uma cervejinha comigo e conferir as sensações que as extraordinárias cervejas da Falke harmonizadas com bons queijos provocam, apareça por lá! Vai ser muito bacana!

Pão e cerveja!

Ouvindo: Genesis – I Know What I Like (In Your Wardrobe)

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DELIRIUM NOCTURNUM E KASTEEL BRUIN 11

Setembro 28, 2009 · 2 Comentários

delirium nocturnum 1a

Antes do calor apocalíptico que tem feito nas últimas semanas, rolou um clima mais parecido com inverno por aqui, com um friozinho bacana, bem propício para se aventurar por cervejas mais intensas. Ou seja, típico clima ideal para se deliciar com algumas belgas e inglesonas de respeito.

Duas cervejas degustadas nesse espírito e nessas condições foram a Delirium Nocturnum e a Kasteel Bruin 11º. A primeira, cria da cervejaria Huyghe, que produz a famosa e não menos divertida irmã loira da Nocturnum, a Delirium Tremens, é uma belgian dark strong ale obrigatória.

Ela se apresenta com cor marrom escura, com reflexos rubi, espuma morena de densidade, persistência e abundância próprias do estilo. A cerveja degustada nesse dia apresentou grande quantidade de depósito, aumentando a turbidez habitual.

Os aromas se revelam riquíssimos, fenólicos, com notas de açúcar mascavo, cerejas, passas e álcool, com os sabores seguindo a mesma linha, com notas ainda de chocolate, torrado, acidez e álcool (o teor, de 8,5%, é perceptível, mas o álcool não chega a ser dominante). É uma das melhores representantes do estilo, capaz de provocar delírios se harmonizada a contento.

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E quem não se sentiu intimidado pela Delirium, pode se aventurar por uma belgian dark strong ale ainda mais potente e alcoólica: a Kasteel Bruin 11º. Cria da não menos conceituada cervejaria Van Housebrouck, a Kasteel Bruin é uma cerveja perigosa. Revela cor marrom mais escura do que a Delirium, espuma morena de grande abundância e densidade, aromas de chocolate meio amargo, com notas torradas, de café, frutas escuras, e um fenólico suave, elegante. Aliás, elegância talvez seja a melhor palavra para descrever essa cerveja, de belo corpo, que ainda revela no sabor notas torradas, de passas, tâmaras, terminando bem adocicada e revelando apenas no final um pouco de todo o álcool que carrega, e que não tinha se manifestado no aroma. Gentil, elegante, sutil e doce, você só percebe os 11% de teor alcoólico depois que a taça foi prazeirosamente esvaziada aos poucos. Nessa altura, espero que ela tenha sido harmonizada com uma boa sobremesa à base de chocolate e só o que lhe faltará é ir para a cama, extremamente satisfeito com o final da refeição.

Ouvindo: Judas Priest – Dreamer Deceiver

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ANIVERSÁRIO DE 3 ANOS DA CONFRARIA DA CERVEJA BH

Setembro 23, 2009 · 5 Comentários

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Olá pessoal!

No dia 29 de setembro de 2006, em uma degustação promovida pela Eisenbahn aqui em Belo Horizonte, pude conhecer pessoas que se revelariam algumas das figuras mais importantes do movimento cervejeiro, como o Luiz Flávio (Frei Tuck) e Marco Falcone (Falke Bier), além do próprio Juliano Mendes, por exemplo.

Neste dia, manifestei a intenção de criar uma Confraria de apreciadores e degustadores de cerveja, sonho que já vinha acalentando há um bom tempo. Daí pra frente, as coisas aconteceram muito rápido. Vieram o Frei Tuck, o quartel-general da cultura cervejeira em Minas Gerais, os encontros, as degustações, o curso de introdução à essa cultura maravilhosa que promovo até hoje, o movimento homebrewer, mais microcervejarias, e hoje nosso meio se encontra em total e completa efervescência.

GuinnessBeer1

Aproximando o aniversário de 3 anos desta data, oficialmente considerada como data da criação da Confraria, vem a vontade de comemorar. E é isso o que faremos amanhã, dia 24 de setembro, quinta-feira, aproveitando uma data também muito especial: os 250 anos da Guinness Brewery, o famoso Arthur’s Day!

Vamos comemorar em grande estilo, pois preparamos uma festa e tanto!

Teremos a presença especial do Clube do LP, tocando o melhor do rock irlandês e britânico, brindes com Guinness, degustação comentada das 3 escolas cervejeiras, lançamento oficial do chope Falke Bier Estrada Real Weiss, sorteio de brindes e muito mais!

Dêem só uma olhada no programa:

17:59h – Brinde com Guinness (a preço promocional), em alusão ao ano de fundação da cervejaria (1759) e ao grande brinde que acontecerá em Dublin, e no mundo todo!

19:30h – Apresentação do novo calendário de eventos da Confraria da Cerveja e adesão de novos participantes

19:45h – Degustação comentada (Rodrigo Lemos e Marco Falcone) de cervejas Falke Bier representantes das 3 escolas cervejeiras

20:30h – Clube do LP e apresentação oficial do chope Falke Bier Estrada Real Weiss

21:30h – Segundo brinde com Guinness e sorteio de brindes

Levem suas camisetas, chapéus e bonés Confraria e Guinness, pois iremos filmar os brindes e mandar para o site www.guinness.com!

Esperamos todos vocês, que fizeram e fazem parte dessa história!

Cerevisia bibunt homines, animalia cetera fontes!

§11!

Ouvindo: U2 – Pride (In The Name Of Love)

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VISITA DO BREJAS E 3º BH HOME BIER

Setembro 1, 2009 · 1 Comentário

frei tuck encontro brejas

Tomada aérea do encontro do Brejas no Frei Tuck


Nos dias 22 e 23 o pessoal do site Brejas, o site especializado em cultura cervejeira mais completo do país e que dispensa maiores apresentações, esteve em Belo Horizonte para fazer um tour cervejeiro pela cidade, visitando algumas das principais microcervejarias mineiras e os principais bares de Belo Horizonte especializados em cerveja. Num roteiro que compreendeu as cervejarias Áustria (Krug), Backer, Falke e Wäls e os bares/restaurantes Frei Tuck Slow Beer, Haus München e Paladino; Maurício Beltramelli, Alexandre Menke, Ricardo Sangion e Fabiana Panobianco, acompanhados do Andrea Sacco, proprietário do Bar do Italiano e muito bem assessorados pelo Marco Falcone (Falke Bier), Paulo Schiaveto e Fabiana Arreguy, da CBN, que colheu todo o rico material dessa maravilhosa turnê para o programa Pão e Cerveja. No sábado à noite, nosso QG, o Frei Tuck, foi palco de uma reunião extremamente prazerosa, onde pudemos trocar muitas experiências e degustar várias cervejas instigantes juntos. O entusiasmo dos confrades do Brejas pela cultura cervejeira e pelas amizades que ela proporciona é verdadeiramente contagiante, e acho que posso dizer que fiz bons amigos em Campinas. Pão e Cerveja ao pessoal do Brejas, e que o site faça cada vez mais sucesso, levando o beerevangelismo a cada vez mais pessoas! §11!!!

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Em sentido horário: Ronaldo Morado (Larousse da Cerveja), Marco Falcone (Falke Bier), eu, Luisane Vieira (Confece) e Luiz Flávio (Frei Tuck).


E no último sábado, dia 29, o Frei Tuck foi palco de um evento sensacional: o 3º BH Home Bier, concurso que elege todo ano as melhores produções caseiras de Minas, tomou dimensões maiores e abrigou uma comemoração do próprio Frei Tuck e de sua representatividade para a cena cervejeira mineira. Todos os elementos que fazem parte da história do Frei Tuck estavam lá: o St. Patrick’s Day, simbolizado pelo chopp verde, a Confraria da Cerveja de BH, que tive a honra de representar, a Acerva Mineira, representada pelos participantes do concurso e vários membros, a Confece, representada pelas confreiras Eulene e Luisane, e a Falke Bier, representada pelo grande amigo Marco Falcone, que recebeu uma bela e mais do que justa homenagem, por ser a figura centralizadora e mais influente da cultura cervejeira do estado, e uma das mais importantes e influentes do país. O trabalho incansável e abnegado que ele tão apaixonadamente faz serve de inspiração e estímulo para todos a sua volta. Foi muito bom ver todos prestando esse pequeno mas sincero tributo ao cervejeiro símbolo de nossa cultura. Parabéns mais uma vez por tudo, Marco, e muito obrigado por toda a força, sempre!

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Da esquerda para a direita: Ronaldo Morado, Marco Falcone e eu.


Como se não bastasse, ainda tivemos que nos debruçar sobre a árdua tarefa de eleger as melhores cervejas do concurso. E ao dizer árdua, não empreguei uma mera figura de linguagem… a briga foi realmente muito feia! As 15 cervejas inscritas foram avaliadas na quinta e na sexta-feira, de onde saíram 6 finalistas para o sábado, que seriam avaliadas ao mesmo tempo e enfileiradas por cada jurado por ordem de preferência. E o fato da decisão ter sido tão difícil é compreensível, afinal de contas concorreram cervejas consagradas, como a Rugbeer O’Driscoll, Vilã, Vinil Rock, Jambreiro Brown Ale, entre tantas outras. No final, os três primeiros lugares foram conquistados pelas seguintes cervejas:

1º lugar: Vinil Rock Baba O’Riley, do Daniel Pinheiro/Vinil

2º lugar: Jambreiro Brown Ale, do Humberto Ribeiro/CCJ

3º lugar: Vilã, do Armando Fontes/Louzada Fontes

Este resultado só comprova a evolução do homebrewing no país, pois muitas cervejas estavam mais saborosas e bem feitas do que muitas marcas  à venda no mercado… parabéns a todos os concorrentes, cervejas deliciosas!

Fiquem de olho no Beer Architecture, pois esses próximos meses prometem ainda muito mais eventos de primeira!

Ouvindo: The Who – Baba O’Riley (em homenagem à campeã!)

Fotos: Márcio Rossi (Acerva Mineira)

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JEVER PILSENER

Agosto 20, 2009 · 1 Comentário

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Esta faz parte daquelas cervejas que “sempre soube da existência, mas nunca tinha tido a chance de provar”.

Jever é uma cidade do litoral norte da Alemanha, na província da Baixa Saxônia, cuja cervejaria de mesmo nome data de 1848. A cervejaria produz basicamente esta pilsen premium, que ainda vem nas versões light e sem álcool.

Já aqui em Belo Horizonte, um dos mais antigos e tradicionais bares é o Stadt Jever, homenagem do dono à sua cidade de origem. O bar é um autêntico pub, cuja decoração única sempre remeteu à cerveja símbolo da cidade – que nunca apareceu por aqui, por sinal – além de ícones do rock (tem a mesa do Elvis e uma jukebox eletrônica, por exemplo) e decoração típica da Alemanha. Nos quase 20 anos que frequento o bar, a cerveja Jever sempre povoou o meu imaginário, sem que nunca tivesse a chance de degustá-la. Eis que, depois de tanto tempo e espera, pude finalmente matar minha curiosidade…

Bem, trata-se de uma pilsen cuja lupulagem é destaque. Bem feita, possui equilíbrio entre o malte e a lupulagem evidente, e é feita com água de qualidade notável, de fonte própria. Apresenta cor dourado-clara, boa carbonatação, espuma branca densa e abundante. Os aromas são de adocicado do malte pilsen (biscoito, pão) e os herbais e cítricos dos lúpulos, muito evidentes e agradáveis. Na boca, revela-se suave, seca, com amargor agradável e persistente, corpo médio e boa carbonatação, de fato. A lupulagem deve ser ainda mais intensa em exemplares mais frescos, ou seja, é uma cerveja para ficar na lista dos lupulomaníacos, pois os exemplares mais frescos devem ser muito, muito interessantes…

Ouvindo: Beatles – Only a Northern Song

P.S: Obrigado ao amigo Santana por me descolar essa cerveja tão esperada!

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CURSO DE CERVEJA FREI TUCK SLOW BEER – RODRIGO LEMOS

Agosto 13, 2009 · 4 Comentários

Olá pessoal!

Terça-feira que vem, dia 18 de agosto, acontecerá mais uma edição do Curso Introdutório de Cerveja Frei Tuck e Rodrigo Lemos – Teoria e Degustação!

O curso contempla os principais aspectos da cerveja, como história, ingredientes e processos de fabricação, análise sensorial (aparência, aroma, sabor, sensação de boca, retrogosto, etc.), a importância dos copos e como servir, as principais escolas cervejeiras e degustação de seus principais estilos e critérios de harmonização da cerveja na gastronomia.

Inscrições no  próprio Frei Tuck Slow Beer, na Av. do Contorno, 5757 (no início do tobogã), ou pelos telefones (31) 3285-3694 ou (31) 9973-6366 (Luiz Flávio).

Grande abraço a todos e espero vocês lá!

Pão e cerveja!

Ouvindo: Jethro Tull – Teacher

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X WÄLS

Agosto 11, 2009 · 4 Comentários

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Talvez um dos maiores desafios dos microcervejeiros brasileiros seja criar uma cerveja, no caso geralmente uma pilsen (ou estilos próximos, como a munich helles lager e a american lager), que tenha ao mesmo tempo qualidade, apelo comercial junto ao público cervejófilo e real potencial de mercado, ou seja, que seja uma cerveja que não assuste mas que também atraia os neófitos ainda acostumados às produções das macrocervejarias.

A Wäls, microcervejaria mineira já conhecida por suas produções especialíssimas como a Wäls Dubbel, Tripel e Bohemian Pilsen, agora está lançando uma cerveja lager suave, leve, de apenas 4% de teor alcoólico, mas com muita personalidade. E o que impressiona na X Wäls é justamente tanta personalidade numa cerveja concebida para ser “light”.

Ao ser colocada no copo, antes mesmo que se possa avaliar com maior atenção a cor dourada clara e a espuma abundante, densa e persistente, o que fica evidente são os aromas de lúpulo, deliciosamente cítricos e florais. Quem conhece as cervejas da Wäls sabe do apreço que eles têm por uma lupulagem destacada, diferenciada, mas o que não podia se esperar era uma lupulagem tão presente numa cerveja tão leve, e ainda assim em equilíbrio com o resto do conjunto. Graças ao processo de dry-hopping, o frescor do lúpulo impressiona. Mas não é somente ele que chama a atenção: os sabores de pão e biscoito do malte fazem um casamento perfeito com o frescor do lúpulo, dando equilíbrio ao conjunto. E, o que é mais interessante: no final, é uma cerveja leve, de baixo corpo, refrescante, de altíssima drinkability (fico imaginando ela na versão chope, é uma cerveja que qualquer um beberia vários litros sem fazer a mínima força…) e cujos sabores – extremamente agradáveis, pois se tratam dos sabores de malte e lúpulo, e não aqueles off flavors e aquela acidez horrorosa típicas “daquelas cervejas” – persistem na boca agradavelmente até o próximo gole.

Em resumo: é com muita satisfação que posso dizer a Wäls conseguiu o que parecia impossível – fazer uma cerveja leve, de altíssima drinkability, sem abrir mão dos aromas e sabores do malte e, principalmente, do lúpulo, da qualidade e do potencial para arrebatar mais e mais consumidores, sejam eles neófitos, beerevangelizados, como diz o querido amigo Maurício, do Brejas, ou especialistas e degustadores de longa data.

Parabéns Wäls, por mais uma grande cerveja! Pão e cerveja para vocês!

Ouvindo: Rush – Limelight

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BAMBERG SCHWARZBIER

Agosto 6, 2009 · 1 Comentário

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Há algum tempo, disse para alguns alunos meus, em uma das edições do curso que ministro, que nós estávamos muito bem servidos de cervejas pretas produzidas no Brasil. E, pelo visto, esta afirmativa tem se confirmado cada vez mais, se analisarmos os recentes lançamentos nesta área: depois da Falke Ouro Preto, que até então só existia para nós, mineiros, na versão chope, é a vez da Bamberg Schwarzbier ganhar as prateleiras. E, para ser direto e objetivo, são as duas melhores schwarzbiers do país. Juntamente com a já premiadíssima Eisenbahn Dunkel, elas formam um trio que pulveriza a nefasta tradição das “schwarzbiers” com corante caramelo e, como esquecer, as famigeradas malzbiers, que assolou o país por tanto tempo e que ainda insiste em tentar se perpetuar, agora com verniz de “cervejas especiais”…

A(s) Bamberg(s) Schwarzbier(s) que degustei apresentou(aram) cor marrom escuro, espuma morena, abundante; aromas intensos de café, chocolate amargo, com incrível equilíbrio. Na boca, sabores intensos de torrefação, e novamente muito equilíbrio e controle de acidez, ponto crítico em cervejas com muito malte torrado.

É verdadeiramente uma cerveja de botar medo nos alemães…

Ouvindo: Soundgarden – Black Hole Sun

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BEER NEWS – LANÇAMENTO DA LAROUSSE DA CERVEJA EM BH

Agosto 3, 2009 · Deixe um comentário

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Olá pessoal!

Na próxima terça-feira, dia 04 de agosto, a partir das 19:00, acontecerá no Haus München, em Belo Horizonte, o lançamento da Larousse da Cerveja, escrita pelo cervejólogo mineiro Ronaldo Morado. Ronaldo é velho conhecido do meio cervejeiro, e vinha se dedicando a esse projeto há muito tempo, com enorme zelo e atenção aos detalhes, e contou ainda com o auxílio luxuoso dos mestres Marco Falcone (Falke Bier), Paulo Schiaveto e Cilene Saorin (dois dos maiores mestres cervejeiros do país).

O lançamento oficial foi na terça-feira passada, no Bar Anhanguera, em São Paulo, onde os cervejeiros paulistanos puderam conferir de perto esse lançamento histórico (maiores detalhes do evento no site do Brejas – www.brejas.com.br ). Estão previstos ainda lançamentos no Rio e em Brasília, ainda nos meses de agosto e setembro. Fiquem ligados, o livro é imperdível e é uma boa oportunidade para conhecer gente do meio cervejeiro, além do próprio Ronaldo. Eu estarei lá, com cerveja!

É isso aí, pão e cerveja e viva a cultura cervejeira!

Ouvindo: Stevie Ray Vaughan – Tin Pan Alley

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