Entradas do Novembro 2009

PAULANER OKTOBERFEST BIER X EISENBAHN OKTOBERFEST

Novembro 16, 2009 · Deixe um comentário

A maior festa da cerveja no mundo todo acontece nos meses de setembro e outubro, e, além da festa original de Munique, na Alemanha, temos a sorte de ter uma festa muito forte e representativa no Brasil, mais especificamente em Blumenau. A Oktoberfest brasileira está vivendo um grande momento, com a participação intensa de todas as microcervejarias catarinenses, levando cultura e cerveja de qualidade, de diversos estilos, para o bebedor folião.

Era, portanto, natural que a festa tivesse cervejas especialmente produzidas para a ocasião, o que acabou originando o estilo märzen/oktoberfestbier, além de várias outras abordagens comuns a momentos festivos, como as festbiers. E, obviamente, uma característica importante para esse tipo de cerveja é a boa drinkability, ou seja, trata-se de uma legítima session beer, para ser bebida em maiores volumes sem grandes dificuldades, comportamento esperado quando se fala de cervejas de festa.

Neste quesito a Paulaner Oktoberfest Bier se dá muito bem. De cor amarela/dourado-claro, espuma branca abundante, mas sem grande persistência ou densidade, aromas levemente adocicados de pão, biscoito e lúpulo aromático discreto, sabor de malte, biscoito e amargor residual leve, é uma lager muito saborosa, e de alta drinkability, mas que não guarda muitas diferenças para uma munich helles lager, por exemplo.

Já a nossa representante brasileira exclusiva do estilo, a Eisenbahn Oktoberfest, segue mais o estilo “oktoberfestbier de exportação“, versão do estilo que os alemães fazem para o mercado exterior, e que tende a ser mais escura e tostada. De cor alaranjada, ligeiramente turva, espuma branca densa e abundante, ela possui uma presença de malte forte, assertiva e, cá entre nós, deliciosa. Os aromas e sabores são de malte intenso, adocicados, com leve caramelo e toffee, e lupulagem suave que equlibra o conjunto. Pode ter um pouco menos de drinkability do que a versão da Paulaner, mas não me importaria nem um pouco de bebê-la durante o dia todo, acompanhada dos tradicionais einsbeins com chucrute e salada de batata…

Ouvindo: U2 – October

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MARSTON’S OYSTER STOUT E OLA DUBH 18

Novembro 9, 2009 · 1 Comentário

marston's oyster stout 1z

Quem é fã das cervejas stout já sabe do potencial que esse estilo de cerveja tem para harmonizações, seja por semelhança ou por contraste. Uma das combinações que soa, a princípio, estranha, mas que produz um dos resultados mais incríveis é a dupla stout e ostras. O sal marítimo das ostras combina de maneira instigante com as notas torradas do estilo, e a combinação, de origem histórica e que remete aos hábitos alimentares dos trabalhadores dos portos britânicos, foi consagrada a ponto de se existir uma denominação especial para as stouts que fossem mais apropriadas à harmonização, criando praticamente um sub-estilo, as oyster stouts.

A Marston’s Oyster Stout faz referência direta a esse potencial, evidenciado até mesmo pela paisagem pintada no rótulo (um barquinho à beira da praia), tornando a harmonização praticamente obrigatória. Mas o perfil sensorial dela revela outras potencialidades.

Trata-se de uma cerveja de cor marrom bem escura, espuma morena e densa, aromas sutis, com notas de baunilha e caramelo, e sabores também sutis, com notas de café e retrogosto (aftertaste) de baunilha. É uma cerveja leve,  de baixo teor alcoólico (4,5%), pouco amarga para o estilo, de baixo corpo e alta drinkability, o que a torna excelente candidata para harmonizações com sobremesas à base de chocolate, que apresentem também notas de café e baunilha. Versátil, a danada…

ola dubh 18 3z

Já a recém-chegada Ola Dubh 18 é a cervejaria escocesa Harviestoun aprontando mais uma das suas. Com a premissa (por si só já louvável) de se fazer cervejas que fossem envelhecidas em barris de whisky escocês, a Harviestoun aproveitou sua já excelente cerveja Old Engine Oil e a maturou em barris que foram utilizados no envelhecimento dos uísques single malt Highland Park 12, 16, 18, 30 e 40 anos (!!!)

Dois frutos desta parceria sensacional estão disponíveis aqui no Brasil: a Ola Dubh (“Óleo Negro” em gaélico) 18, maturada nos barris de carvalho que abrigaram o Highland Park por 18 anos, e a Ola Dubh 40, que utiliza os barris que abrigaram o single malt por quatro décadas.  As garrafas são numeradas e assinadas pelo mestre cervejeiro e o especialista em maturação em barris. O resultado não poderia ser diferente: espetacular!

A Ola Dubh 18 garrafa nº 12068 apresentou cor marrom escura, espuma morena, densa e abundante, e uma maravilhosa complexidade de aromas e sabores… No nariz, apresentou notas torradas, de chocolate, carvalho e whisky. Na boca, chocolate, notas sutis de café, um torrado muito agradável e sabor de whisky; final amargo, torrado e amadeirado, seco e aveludado. Sem sombra de dúvida uma das melhores cervejas que já bebi.

Até o fim do ano virão muitas resenhas de cervejas desses estilos, dada a chegada de várias representantes, como a linha da Meantime, a Batemans Dark Lord e, claro, a Ola Dubh 40, que será objeto de uma resenha especial. Stay tuned…

Ouvindo: Blue Öyster Cult – Astronomy / Midnight Oil – Blue Sky Mine

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JORNAL O TEMPO – CARNES EXÓTICAS (E CERVEJA!)

Novembro 4, 2009 · 1 Comentário

Rima dos sabores

Olá pessoal!

O suplemento Gastrô do jornal O Tempo da última sexta-feira publicou uma matéria bem interessante sobre carnes exóticas, que, cá entre nós, são um prato cheio para harmonizações com cerveja. Destaque para o Rima dos Sabores, restaurante do amigo e ex-aluno Juliano Caldeira. Na foto, javali ao molho de jabuticaba com polenta frita e Falke Ouro Preto ao fundo… ruim, né?

Clique no link para ler a matéria completa: http://bit.ly/3lObY7

Ouvindo: Thin Lizzy – The Rocker

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