
Esta faz parte daquelas cervejas que “sempre soube da existência, mas nunca tinha tido a chance de provar”.
Jever é uma cidade do litoral norte da Alemanha, na província da Baixa Saxônia, cuja cervejaria de mesmo nome data de 1848. A cervejaria produz basicamente esta pilsen premium, que ainda vem nas versões light e sem álcool.
Já aqui em Belo Horizonte, um dos mais antigos e tradicionais bares é o Stadt Jever, homenagem do dono à sua cidade de origem. O bar é um autêntico pub, cuja decoração única sempre remeteu à cerveja símbolo da cidade – que nunca apareceu por aqui, por sinal – além de ícones do rock (tem a mesa do Elvis e uma jukebox eletrônica, por exemplo) e decoração típica da Alemanha. Nos quase 20 anos que frequento o bar, a cerveja Jever sempre povoou o meu imaginário, sem que nunca tivesse a chance de degustá-la. Eis que, depois de tanto tempo e espera, pude finalmente matar minha curiosidade…
Bem, trata-se de uma pilsen cuja lupulagem é destaque. Bem feita, possui equilíbrio entre o malte e a lupulagem evidente, e é feita com água de qualidade notável, de fonte própria. Apresenta cor dourado-clara, boa carbonatação, espuma branca densa e abundante. Os aromas são de adocicado do malte pilsen (biscoito, pão) e os herbais e cítricos dos lúpulos, muito evidentes e agradáveis. Na boca, revela-se suave, seca, com amargor agradável e persistente, corpo médio e boa carbonatação, de fato. A lupulagem deve ser ainda mais intensa em exemplares mais frescos, ou seja, é uma cerveja para ficar na lista dos lupulomaníacos, pois os exemplares mais frescos devem ser muito, muito interessantes…
Ouvindo: Beatles – Only a Northern Song
P.S: Obrigado ao amigo Santana por me descolar essa cerveja tão esperada!


