Entradas do Agosto 2009

JEVER PILSENER

Agosto 20, 2009 · 1 Comentário

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Esta faz parte daquelas cervejas que “sempre soube da existência, mas nunca tinha tido a chance de provar”.

Jever é uma cidade do litoral norte da Alemanha, na província da Baixa Saxônia, cuja cervejaria de mesmo nome data de 1848. A cervejaria produz basicamente esta pilsen premium, que ainda vem nas versões light e sem álcool.

Já aqui em Belo Horizonte, um dos mais antigos e tradicionais bares é o Stadt Jever, homenagem do dono à sua cidade de origem. O bar é um autêntico pub, cuja decoração única sempre remeteu à cerveja símbolo da cidade – que nunca apareceu por aqui, por sinal – além de ícones do rock (tem a mesa do Elvis e uma jukebox eletrônica, por exemplo) e decoração típica da Alemanha. Nos quase 20 anos que frequento o bar, a cerveja Jever sempre povoou o meu imaginário, sem que nunca tivesse a chance de degustá-la. Eis que, depois de tanto tempo e espera, pude finalmente matar minha curiosidade…

Bem, trata-se de uma pilsen cuja lupulagem é destaque. Bem feita, possui equilíbrio entre o malte e a lupulagem evidente, e é feita com água de qualidade notável, de fonte própria. Apresenta cor dourado-clara, boa carbonatação, espuma branca densa e abundante. Os aromas são de adocicado do malte pilsen (biscoito, pão) e os herbais e cítricos dos lúpulos, muito evidentes e agradáveis. Na boca, revela-se suave, seca, com amargor agradável e persistente, corpo médio e boa carbonatação, de fato. A lupulagem deve ser ainda mais intensa em exemplares mais frescos, ou seja, é uma cerveja para ficar na lista dos lupulomaníacos, pois os exemplares mais frescos devem ser muito, muito interessantes…

Ouvindo: Beatles – Only a Northern Song

P.S: Obrigado ao amigo Santana por me descolar essa cerveja tão esperada!

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CURSO DE CERVEJA FREI TUCK SLOW BEER – RODRIGO LEMOS

Agosto 13, 2009 · 4 Comentários

Olá pessoal!

Terça-feira que vem, dia 18 de agosto, acontecerá mais uma edição do Curso Introdutório de Cerveja Frei Tuck e Rodrigo Lemos – Teoria e Degustação!

O curso contempla os principais aspectos da cerveja, como história, ingredientes e processos de fabricação, análise sensorial (aparência, aroma, sabor, sensação de boca, retrogosto, etc.), a importância dos copos e como servir, as principais escolas cervejeiras e degustação de seus principais estilos e critérios de harmonização da cerveja na gastronomia.

Inscrições no  próprio Frei Tuck Slow Beer, na Av. do Contorno, 5757 (no início do tobogã), ou pelos telefones (31) 3285-3694 ou (31) 9973-6366 (Luiz Flávio).

Grande abraço a todos e espero vocês lá!

Pão e cerveja!

Ouvindo: Jethro Tull – Teacher

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X WÄLS

Agosto 11, 2009 · 4 Comentários

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Talvez um dos maiores desafios dos microcervejeiros brasileiros seja criar uma cerveja, no caso geralmente uma pilsen (ou estilos próximos, como a munich helles lager e a american lager), que tenha ao mesmo tempo qualidade, apelo comercial junto ao público cervejófilo e real potencial de mercado, ou seja, que seja uma cerveja que não assuste mas que também atraia os neófitos ainda acostumados às produções das macrocervejarias.

A Wäls, microcervejaria mineira já conhecida por suas produções especialíssimas como a Wäls Dubbel, Tripel e Bohemian Pilsen, agora está lançando uma cerveja lager suave, leve, de apenas 4% de teor alcoólico, mas com muita personalidade. E o que impressiona na X Wäls é justamente tanta personalidade numa cerveja concebida para ser “light”.

Ao ser colocada no copo, antes mesmo que se possa avaliar com maior atenção a cor dourada clara e a espuma abundante, densa e persistente, o que fica evidente são os aromas de lúpulo, deliciosamente cítricos e florais. Quem conhece as cervejas da Wäls sabe do apreço que eles têm por uma lupulagem destacada, diferenciada, mas o que não podia se esperar era uma lupulagem tão presente numa cerveja tão leve, e ainda assim em equilíbrio com o resto do conjunto. Graças ao processo de dry-hopping, o frescor do lúpulo impressiona. Mas não é somente ele que chama a atenção: os sabores de pão e biscoito do malte fazem um casamento perfeito com o frescor do lúpulo, dando equilíbrio ao conjunto. E, o que é mais interessante: no final, é uma cerveja leve, de baixo corpo, refrescante, de altíssima drinkability (fico imaginando ela na versão chope, é uma cerveja que qualquer um beberia vários litros sem fazer a mínima força…) e cujos sabores – extremamente agradáveis, pois se tratam dos sabores de malte e lúpulo, e não aqueles off flavors e aquela acidez horrorosa típicas “daquelas cervejas” – persistem na boca agradavelmente até o próximo gole.

Em resumo: é com muita satisfação que posso dizer a Wäls conseguiu o que parecia impossível – fazer uma cerveja leve, de altíssima drinkability, sem abrir mão dos aromas e sabores do malte e, principalmente, do lúpulo, da qualidade e do potencial para arrebatar mais e mais consumidores, sejam eles neófitos, beerevangelizados, como diz o querido amigo Maurício, do Brejas, ou especialistas e degustadores de longa data.

Parabéns Wäls, por mais uma grande cerveja! Pão e cerveja para vocês!

Ouvindo: Rush – Limelight

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BAMBERG SCHWARZBIER

Agosto 6, 2009 · 1 Comentário

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Há algum tempo, disse para alguns alunos meus, em uma das edições do curso que ministro, que nós estávamos muito bem servidos de cervejas pretas produzidas no Brasil. E, pelo visto, esta afirmativa tem se confirmado cada vez mais, se analisarmos os recentes lançamentos nesta área: depois da Falke Ouro Preto, que até então só existia para nós, mineiros, na versão chope, é a vez da Bamberg Schwarzbier ganhar as prateleiras. E, para ser direto e objetivo, são as duas melhores schwarzbiers do país. Juntamente com a já premiadíssima Eisenbahn Dunkel, elas formam um trio que pulveriza a nefasta tradição das “schwarzbiers” com corante caramelo e, como esquecer, as famigeradas malzbiers, que assolou o país por tanto tempo e que ainda insiste em tentar se perpetuar, agora com verniz de “cervejas especiais”…

A(s) Bamberg(s) Schwarzbier(s) que degustei apresentou(aram) cor marrom escuro, espuma morena, abundante; aromas intensos de café, chocolate amargo, com incrível equilíbrio. Na boca, sabores intensos de torrefação, e novamente muito equilíbrio e controle de acidez, ponto crítico em cervejas com muito malte torrado.

É verdadeiramente uma cerveja de botar medo nos alemães…

Ouvindo: Soundgarden – Black Hole Sun

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BEER NEWS – LANÇAMENTO DA LAROUSSE DA CERVEJA EM BH

Agosto 3, 2009 · Deixe um comentário

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Olá pessoal!

Na próxima terça-feira, dia 04 de agosto, a partir das 19:00, acontecerá no Haus München, em Belo Horizonte, o lançamento da Larousse da Cerveja, escrita pelo cervejólogo mineiro Ronaldo Morado. Ronaldo é velho conhecido do meio cervejeiro, e vinha se dedicando a esse projeto há muito tempo, com enorme zelo e atenção aos detalhes, e contou ainda com o auxílio luxuoso dos mestres Marco Falcone (Falke Bier), Paulo Schiaveto e Cilene Saorin (dois dos maiores mestres cervejeiros do país).

O lançamento oficial foi na terça-feira passada, no Bar Anhanguera, em São Paulo, onde os cervejeiros paulistanos puderam conferir de perto esse lançamento histórico (maiores detalhes do evento no site do Brejas – www.brejas.com.br ). Estão previstos ainda lançamentos no Rio e em Brasília, ainda nos meses de agosto e setembro. Fiquem ligados, o livro é imperdível e é uma boa oportunidade para conhecer gente do meio cervejeiro, além do próprio Ronaldo. Eu estarei lá, com cerveja!

É isso aí, pão e cerveja e viva a cultura cervejeira!

Ouvindo: Stevie Ray Vaughan – Tin Pan Alley

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