
Depois de duas intermináveis semanas completamente afastado do BA, finalmente posso dar prosseguimento às resenhas, opiniões e notícias de sempre… um brinde a isso, portanto!
Este post é sobre uma cerveja – e uma cervejaria – pra lá de especiais: fundada em 1845 em Chiswick, bairro de Londres às margens do Rio Tâmisa, a Fuller’s produz, reconhecidamente, algumas das melhores cervejas inglesas. As cervejas vão de estilos como english pale ale até estilos como winter warmer, old ale e irish red ale, passando por porters, stouts, barley wines e bitters. Em alguns casos, a Fuller’s detém a cerveja referência do estilo, como a extraordinária Fuller’s ESB, o paradigma do estilo extra special bitter.
Em 1997, a Fuller’s começou a produzir uma cerveja de edição limitada, feita com os melhores maltes e lúpulos obtidos durante o ano. Com isso, cada ano foi brindado com uma cerveja de receita diferente, tornando a Fuller’s Vintage Ale uma cerveja literalmente safrada, que, por ser refermentada na garrafa, ainda é uma cerveja de guarda, que evolui muito além da data de “vencimento”.
A apresentação da cerveja é extraordinária: estojo na cor vinho, garrafa com rótulo bege, cinza e dourado. As garrafas são numeradas, o que dá uma ideia de exclusividade muito grande. Realmente você sente que se trata de uma edição limitada.
A versão de 2008 da Fuller’s Vintage Ale foi feita com lúpulos Challenger e Northdown, malte Maris Otter e a indefectível cepa de leveduras da cervejaria, que faz com que as Fuller’s tenham aquele aroma de mel pronunciado. Foram produzidas apenas 145 mil garrafas. Degustei a de número 74627. A seguir, as minhas impressões sobre essa grande cerveja:
A cor é de um castanho/âmbar claro, ligeiramente turva, espuma bege claro, densa e consideravelmente abundante e persistente.
No nariz, revela aromas de mel, caramelo, lúpulos nobres e notas de madeira. Na boca, revela-se consideravelmente doce, porém com final seco, lupulado e alcoólico. A lupulagem impressiona pela elegância e equilíbrio, tanto em aroma como no sabor. Porém, por se tratar de uma vintage ale, acho que ficaria ainda mais interessante reduzir um pouco o excesso de dulçor aparente e dar um pouco mais de força às notas de madeira… questão de gosto pessoal. De qualquer maneira é uma cerveja e tanto, indicada principalmente para quem já é fã da Fuller’s Golden Pride, que apresenta o mesmo perfil de dulçor e teor alcoólico – ela também tem 8,5%. Quem gosta das cervejas da Fuller’s não pode deixar de bebê-la.
Uma abraço e um brinde, e até o próximo post, que será em breve!
Ouvindo: Led Zeppelin – Hey Hey What Can I Do
2 respostas Até agora ↓
Rodrigo Campos // Maio 16, 2009 às 12:55 pm |
Grande Xará,
Que bom poder ler mais um post! Realmente acho que irei adorar a Fuller’s Vintage Ale. A minha está aqui guardada esperando ser aberta. Não sei se vou esperar muito não.
Um grande abraço para você e para a Thaís.
WAGNER // Maio 19, 2009 às 10:41 am |
A Fuller´s Golden Pride é disparada a melhor cerveja inglesa, e uma das melhores que degustei !