Entradas do Maio 2009

COOPERS EXTRA STRONG VINTAGE ALE

Maio 27, 2009 · 1 Comentário

coopers extra strong vintage ale 2008 1a

Mais uma vintage ale na sequência! Afinal de contas, existe estilo melhor para se beber nesse frio do que uma boa vintage ale?

A Coopers é uma cervejaria australiana fundada em 1862 pelo inglês Thomas Cooper, um dos muitos pioneiros ingleses que foram para a  nova colônia ganhar a vida. A cervejaria experimentou o sucesso quase que imediato, e desde então vem mantendo sua tradição e qualidade, sendo hoje um importante nome no mercado cervejeiro australiano. A Sparkling Ale que é produzida hoje é receita original do início das atividades de Thomas Cooper em 1862,  e é uma cerveja interessantíssima, e sua Extra Stout também é uma cerveja digna de nota.

Porém, a cerveja mais especial de seu portifólio com certeza é  a Coopers Extra Strong Vintage Ale. Esta vintage ale se revelou uma cerveja extraordinária, viciante.

Ao ser servida, ela apresenta uma cor castanha bem turva, espuma bege muito abundante, densa e persistente, e aromas frutados, de lúpulos e mel agradabilíssimos.

Na boca é frutada, e revela sabor de malte, lupulagem fina, um dulçor equilibrado e agradável, que é perseguido de perto por um amargor considerável mas pouco duradouro, que se revela logo após as notas doces. Possui grande drinkability (seus 7,5% de teor alcoólico nem interferem) e um equilíbrio entre os efeitos dos maltes, lúpulos e fermento, resultado da fermentação e maturação prolongadas. Mais uma cerveja que evolui com a guarda (segundo a cervejaria, ela revela maior complexidade de aromas e sabores a partir dos 18 meses de idade…). Esta foi uma representante da safra 2008, com exatamente um ano de idade. Acho que vou guardar algumas pro ano que vem…

Juntamente com a Margriet e a Gouden Carolus Ambrio, a Coopers Extra Strong Vintage Ale foi uma das 3 cervejas que mais me chamaram a atenção neste ano, até agora… Só acho que deveria vir numa garrafa maior…

Ouvindo: Men At Work – Down Under

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FULLER’S VINTAGE ALE

Maio 14, 2009 · 2 Comentários

fuller's vintage ale 1a

Depois de duas intermináveis semanas completamente afastado do BA, finalmente posso dar prosseguimento às resenhas, opiniões e notícias de sempre… um brinde a isso, portanto!

Este post é sobre uma cerveja – e uma cervejaria – pra lá de especiais: fundada em 1845 em Chiswick, bairro de Londres às margens do Rio Tâmisa, a Fuller’s produz, reconhecidamente, algumas das melhores cervejas inglesas. As cervejas vão de estilos como english pale ale até estilos como winter warmer, old ale e irish red ale, passando por porters, stouts, barley wines e bitters. Em alguns casos, a Fuller’s detém a cerveja referência do estilo, como a extraordinária Fuller’s ESB, o paradigma do estilo extra special bitter.

Em 1997, a Fuller’s começou a produzir uma cerveja de edição limitada, feita com os melhores maltes e lúpulos obtidos durante  o ano. Com isso, cada ano foi brindado com uma cerveja de receita diferente, tornando a Fuller’s Vintage Ale uma cerveja literalmente safrada, que, por ser refermentada na garrafa, ainda é uma cerveja de guarda, que evolui muito além da data de “vencimento”.

A apresentação da cerveja é extraordinária: estojo na cor vinho, garrafa com rótulo bege, cinza e dourado. As garrafas são numeradas, o que dá uma ideia de exclusividade muito grande. Realmente você sente que se trata de uma edição limitada.

A versão de 2008 da Fuller’s Vintage Ale foi feita com lúpulos Challenger e Northdown, malte Maris Otter e a indefectível cepa de leveduras da cervejaria, que faz com que as Fuller’s tenham aquele aroma de mel pronunciado. Foram produzidas apenas 145 mil garrafas. Degustei a de número 74627. A seguir, as minhas impressões sobre essa grande cerveja:

A cor é de um castanho/âmbar claro, ligeiramente turva, espuma bege claro, densa e consideravelmente abundante e persistente.

No nariz, revela aromas de mel, caramelo, lúpulos nobres e notas de madeira. Na boca, revela-se consideravelmente doce, porém com final seco, lupulado e alcoólico. A lupulagem impressiona pela elegância e equilíbrio, tanto em aroma como no sabor. Porém, por se tratar de uma vintage ale, acho que ficaria ainda mais interessante reduzir um pouco o excesso de dulçor aparente e dar um pouco mais de força às notas de madeira… questão de gosto pessoal. De qualquer maneira é uma cerveja e tanto, indicada principalmente para quem já é fã da Fuller’s Golden Pride, que apresenta o mesmo perfil de dulçor e teor alcoólico – ela também tem 8,5%. Quem gosta das cervejas da Fuller’s não pode deixar de bebê-la.

Uma abraço e um brinde, e até o próximo post, que será em breve!

Ouvindo: Led Zeppelin – Hey Hey What Can I Do

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