Entradas do Abril 2009

MOVIMENTO SLOW BIER BRASIL

Abril 30, 2009 · 2 Comentários

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No último sábado, dia 25 de abril, foi lançado aqui em BH o Movimento Slow Bier Brasil. Cervejeiros de Minas e de várias partes do país (nossos amigos Botto e Ricardo Rosa foram apenas duas das presenças ilustres) se reuniram para marcar o lançamento, em videoconferência direta com os criadores do movimento no mundo, a Slow Bier Messe, da Alemanha.

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Início da videoconferência com a Alemanha

A filosofia do movimento tem tudo a ver com o que acreditamos: o resgate da história, da cultura e do prazer de se fazer e de se beber boas cervejas, associadas naturalmente à gastronomia de qualidade. Portanto, nada mais natural que o movimento no Brasil recebesse adesão em massa dos cervejeiros, homebrewers e apreciadores. E foi o que aconteceu. Numa festa que envolveu ainda conferências com a Acerva Gaúcha e com o pessoal do Brejas, vários brindes foram erguidos em entusiasmo e compromisso com o novo movimento.

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O brinde alemão

Particularmente, comungo 100% tanto com a filosofia do Slow Bier como do Slow Food, e considero a formalização daquele uma enorme conquista para a cultura do país.

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O brinde com o pessoal do Brejas (na sequência, da esquerda para a direita: eu, Leonardo Botto, Thomas Karpen, Marco Falcone (Falke Bier), Emiliana Karpen e Luisane Vieira (Confece)

Agora com licença que vou degustar uma barley wine ali. Sem pressa nenhuma…

Ouvindo: Eric Clapton (Live In Rio – eu estava lá) – Going Down Slow


Crédito das fotos (e maiores detalhes): blog Cultura Cervejeira (Marco Falcone – Falke Bier)

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ANIVERSÁRIOS DA REINHEITSGEBOT E DA FALKE BIER

Abril 23, 2009 · 5 Comentários

Ergamos os copos!!!

Coincidentemente ou não, hoje é aniversário da Lei de Pureza da Baviera de 1516 e da Cervejaria Falke Bier, de Ribeirão das Neves – MG.

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Há 493 anos, em 23 de abril de 1516, o Duque Guilherme IV da Baviera promulgou aquela que viria a ser a norma mais conhecida do universo cervejeiro. Estabelecendo como a cerveja deveria ser elaborada e vendida em toda a Baviera, a lei lançou a bases para a padronização da receita das cervejas produzidas na escola alemã (a utilização de água, malte, lúpulo e levedura apenas), sendo uma das principais características desta, e que é seguida à risca até hoje em todo o território alemão. Hoje, a Reinheitsgebot é muito evocada por todos que se colocam contra o processo de barateamento da produção da cerveja, onde cereais alheios às receitas tradicionais das cervejas, como o milho e o arroz, e diversos adjuntos são utilizados, em detrimento do sabor, da História e da qualidade. Ou seja, apesar de escolas como a belga e a inglesa produzirem cervejas estupendas sem se prenderem aos 4 ingredientes básicos, falar em lei de pureza é falar em preocupação com a qualidade da cerveja, principalmente no que tange a estilos historicamente alemães.

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488 anos depois, surgiu na Região Metropolitana de Belo Horizonte uma cervejaria intensamente comprometida com a qualidade e com a disseminação da cultura cervejeira no Brasil. Nascida do sonho dos irmãos Marco, Ronaldo e Juliana Falcone, a Falke Bier foi construída em 2003/2004, e a primeira cerveja produzida na nova fábrica foi degustada em 23 de abril de 2004, há exatos 5 anos. Hoje a Falke Bier conta com as cervejas Falke Bier Pilsen, Red Baron (vienna lager), Ouro Preto (schwarzbier), Estrada Real (IPA) e Monasterium (tripel), e goza do enorme respeito e carinho de todos pela qualidade de seus produtos e pela paixão com que vivem a cerveja, além do inestimável papel de fomentadores da cultura cervejeira em solo mineiro e brasileiro.

Portanto, hoje é um dia onde erguer um brinde é mais do que imperativo: à Falke Bier, um brinde com Falke Ouro Preto, desejando muitos e muitos anos de boas cervejas!!!

Hopfen und Malz, Gott erhalt’s! Ein Prosit!!!

Ouvindo: Die Toten Hosen – Schön Sein

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REPORTAGEM – REVISTA VIVER BRASIL

Abril 13, 2009 · Deixe um comentário

Olá pessoal!

A revista Viver Brasil dessa semana publicou uma matéria sobre o mercado de cervejas artesanais de Minas Gerais. Segue na íntegra o conteúdo da mesma.

Gostaria de agradecer à revista Viver Brasil pelo prestígio, em especial à repórter Ana Arsênio e ao fotógrafo Pedro Vilela, pelo ensaio fotográfico inspirado. Valeu!  A todos, um abraço e um brinde!

Mercado
Loura sofisticada

Mercado de cervejas artesanais conquista o paladar e a mesa dos brasileiros

Texto: Ana Arsênio | Fotos: Pedro Vilela
Opiniões e sugestões sobre a matéria?
Mande e-mail para redacao@revistaviverbrasil.com.br


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Algo está diferente nas mesas de bares e restaurantes onde a tradicional cervejinha é a protagonista. A loura gelada, fabricada de maneira artesanal, já ocupa espaço significativo em meio aos tira-gostos e bate-papo descontraído. Nos últimos cinco anos, elas vêm conquistando o paladar dos brasileiros. Só em Minas já são sete microcervejarias.

Segundo o diretor do Sindicato da Indústria de Bebidas do Estado de Mi­nas Gerais (Sind-Be­bi­das), Marco An­tônio Falcone, elas são responsáveis pela produção de 400 mil litros por mês, e registram crescimento anual de cerca de 15%. Um dos fundadores do Grupo Krug Bier a primeira microcervejaria a se instalar em Minas, Herwig Gangl, garante que o mercado das cervejas artesanais é mesmo bem promissor. Tanto que, segundo revelou, no final de março seu grupo fechou contrato com um grande distribuidor do Espírito Santo, para colocar seus produtos nas maiores redes de supermercados daquele estado.

A Krug Bier produz 150 mil litros por mês de chope e cerveja. Hoje fornece para 80 casas da Grande Belo Horizonte, sendo duas próprias, a Krug Bier, no Belvedere, e a Maria de Lourdes, no bairro de Lourdes, ambos na zona sul de Belo Horizonte. Herwig, que tem como sócios Marcelo Bruzzi e Theo Dimitriou, lembra que a cerveja começou a ser produzida há três anos e vem conquistando o mercado, voltado para os segmentos A e B. A Áustria pode ser encontrada nas versões Pilsen, Amber e Weiss, em garrafas de 600 ml. “O processo de produção da cerveja leva cerca de um mês, entre cozimento, fermentação e maturação”, ressalta Marcelo Bruzzi. Ele lembra que as bebidas artesanais começaram a chamar a atenção dos consumidores brasileiros com as importadas. No entanto, elas eram mais adaptadas aos paladares dos europeus e americanos. Com isso, empresários abraçaram o nicho de mercado, produzindo por aqui um produto com a cara do brasileiro.

Outra cerveja artesanal com grande aceitação no mercado é a Backer, com cerca de dez anos de atuação em Minas. Além do tradicional chope, fazem sucesso também a Backer Pilsen, Backer Brown e a Backer Pale Ale. Todas elas long neck. Da mesma época de fundação, a Wäls também tem o seu público, nas versões chope e cerveja. Já pertinho da capital, em Capim Branco, a Cervejaria Artesamalte desponta no mercado, assim como a Cervejaria Trovence, de Contagem, a mais nova das sete, com dois anos de atuação, e a Cervejaria Brusque, de Santa Luzia, no mercado desde 2004. As sete cervejarias artesanais mineiras  faturam juntas, por mês, cerca de 1 milhão de reais.

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E elas vem agradando tanto que, em Belo Horizonte, possuem até mesmo um fã clube. Rodrigo Jacinto Lemos, 35 anos, é presidente da Confraria da Cerveja de Belo Horizonte. Grupo que reúne cerca de 100 apreciadores de uma boa cerveja artesanal e que se encontra, pelo menos, uma vez por mês, em bares da capital que fornecem este tipo de produto. Nas reuniões informais, segundo Ja­cinto, eles debatem sobre os novos sabores da bebida, que tem entre os aromas, além do malte, lúpulo e cereais, trigo, cravo, café, caramelo e chocolate, e as experiências próprias no processo de produção. Isto mesmo, Rodrigo Ja­cinto revela que vem se arriscando no ofício e já chega a produzir 600 ml de sua Hércule por mês*, “mas só para consumo próprio, em casa, com os amigos”, garante.

*Obs: Na verdade seriam 20, 40 ou 60 litros de Hercule (e não Hércule) por mês. No mais, a matéria ficou excelente.

Ouvindo: Metallica – Fuel

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TUCHER HELLES HEFE WEIZEN

Abril 1, 2009 · Deixe um comentário

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A cervejaria Tucher fica na cidade de Nürnberg (Nuremberg), no meio do caminho entre Munique e Bamberg, na província da Francônia. Data de 1672, e produz extensa linha de weissbiers, pilsens e estilos variados, como sua doppelbock, a Bajuvator, que é tida como uma das melhores cervejas da escola alemã.

Sua weizenbier é uma bela novidade no mercado brasileiro. Rivaliza-se com as melhores representantes do estilo disponíveis por aqui. Bebedores de Paulaner identificarão especial semelhança no perfil aromático e de sabores para com a Tucher Hefe Weizen. Ela apresenta cor amarelo clara, grande turbidez e espuma densa, abundante e muito persistente.

Os aromas são, principalmente, de fermento, aromas cítricos, de banana, cravo e mel. Na boca, revela sabores de malte, mel, especiarias e fermento, prolongamentos dos aromas. Uma excelente weissbier, muito bem vinda nesses tempos de calor excessivo.

Ouvindo: AC/DC – Spoilin’ For A Fight

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