Entradas do Dezembro 2008

AS MELHORES CERVEJAS DO BRASIL

Dezembro 21, 2008 · Deixe um comentário

2008 foi o ano da cerveja artesanal brasileira. Esse ano foi o mais representativo para a cerveja no Brasil, tanto em quantidade como na qualidade dos lançamentos. As cervejas lançadas em 2008 vêm para consolidar de vez nossa cultura e mercado cervejeiros,preparando o terreno para 2009, que será, sem dúvida alguma, um  ano de grande crescimento para a nossa cultura cervejeira. Já posso adiantar alguns lançamentos, como a Medieval, blond belga da Backer, e a Falke Ouro Preto em garrafa para todo o Brasil, além da Saint Nicholas, blond da BierTruppe (Alexandre da Cervejaria Bamberg, Leonardo Botto e Edu Passarelli, responsáveis pela Tcheca), feita no dia de São Nicolau (o Papai Noel)  que já chegou nas lojas.

Abaixo, uma seleção de algumas das cervejas brazucas preferidas deste escriba, lançadas em 2008 ou produzidas há mais tempo… E você, quais são suas favoritas?

Pilsens:

Esta categoria não será exatamente contemplada agora, por um único motivo: farei um teste com as principais “pilsens” premium brasileiras e elegerei as melhores, num post, num futuro bastante próximo. Aguardem portanto… mas já posso adiantar alguns rótulos: Eisenbahn Pilsen, Bamberg Pilsen, Mistura Clássica Premium, etc..

Lagers para quem gosta de muito malte:

Eisenbahn Oktoberfest

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A versão da Eisenbahn para o clássico estilo märzen-oktoberfest foi mais do que oportuna, considerando-se o fato de que ela é a principal cervejaria da cidade que abriga a versão brasileira da festa que inspirou o estilo. Como eu costumava brincar, “demorou para que ela tivesse essa idéia”.

O estilo nasceu do expediente de se fazer cervejas mais fortes em março (primavera na Alemanha), e estocá-las durante o verão em caves sob as montanhas, para que a baixa temperatura as conservasse. Com isso, passado o verão, as cervejas podiam ser consumidas nos meses de setembro e outubro, coincidindo com a festa.

A versão da Eisenbahn traz cor dourada escura, de reflexos alaranjados/acobreados, espuma clara e muito aroma de malte, ligeiramente caramelizado e adocicado, presença essa que continua no sabor, que mata a sede de malte de qualquer um. Mas todo esse malte é muito bem equilibrado por uma bela lupulagem, o que não deixa a cerveja adocicada demais e, por consequência, enjoativa. Bela versão da Eisenbahn, que se alinha aos melhores exemplares alemães.

Falke Red Baron

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Disponível apenas na versão chope, a vienna lager da Falke é  perfeita para quem gosta de cervejas com dose de malte na medida. Feita com maltes tratados na própria cervejaria, tem uma belíssima cor castanho-avermelhada (daí o nome), espuma de incrível densidade, cremosidade e persistência, lupulagem discreta e um evidente e muito saboroso perfil de maltes. Por enquanto só é disponível em terras mineiras (Belo Horizonte e Ouro Preto, principalmente)…

Bamberg Bock

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Como o primeiro estilo a ganhar notoriedade no país além das “pilsens”, malzbiers e “stouts”, não poderíamos deixar de ter boas representantes dele por aqui. E a melhor representante do estilo atualmente é a Bamberg Bock, uma cerveja de 6,5%, com a velha e boa cor castanho-avermelhada, aromas de malte tostado, caramelo e um considerável defumado/picante e sabores de malte, torrado, amargor de lúpulo persistente, final seco e retrogosto intenso. Bela representante do estilo.

Lagers para quem gosta de muito lúpulo:

Eisenbahn 5

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Uma vienna lager com dry hopping (técnica que consiste em introduzir lúpulo após o fim do processo de fervura, geralmente quando a cerveja está fermentando) para comemorar os 5 anos de sucesso da cervejaria… e o que era para ser uma cerveja comemorativa, feita apenas uma vez, se tornou cerveja de linha, obrigatória, dada a quantidade de fãs que conquistou… a Eisenbahn 5 tem um belo perfil de malte, mas impressiona mais ainda pela lupulagem assertiva, que faz a cerveja ter um perfil de lúpulo forte tanto no aroma quanto no sabor.

Tcheca

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A “conspiração” dos cervejeiros Alexandre Bazzo (Cervejaria Bamberg), Leonardo Botto e Edu Passarelli para fazer uma pilsen de verdade resultou na Tcheca, que, como o próprio nome evidencia, é uma bohemian pilsen com generosas doses de malte e lúpulo, que fica a quilômetros de distância do que se convencionou a chamar de “pilsen” por aqui…

Wäls Pilsen

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A pilsen tcheca da Wäls é um prato cheio não só para quem gosta de  muito lúpulo, como também de muito malte. Cor dourado escuro, generosas doses de malte para segurar a lupulagem assertiva, forte, persistente, porém fina.

Ales para quem gosta de muito malte:

Bamberg Altbier

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O Brasil ganhou recentemente uma representante deste estilo típico da cidade de Düsseldorf, Alemanha, e somente isso já seria motivo a ser comemorado. Porém a altbier da Bamberg é uma otima representante, de cor marrom como mogno, translúcida, aromas de malte, caramelo, tostado, um leve picante, cravo, avelãs, nozes, corpo médio, final seco e amargor suave, e alta drinkability. Não teria nenhum problema em tomar generosas quantidades dela o dia todo…

Schmitt Barley Wine

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Essa cerveja já se tornou uma lenda, goza hoje de enorme e sólida reputação no nosso meio cervejeiro, e não é pra menos. Cerveja muito bem feita, com quantidades pra lá de generosas de malte, perfil levemente adocicado e teor alcoólico de 8,5%, lupulagem na medida, é uma das melhores opções para se degustar principalmente quando vem aquele friozinho, dado o tanto que ela aquece, ou com pratos intensos, fortes, temperados…

Ales para quem gosta de muito lúpulo:

Baden Baden Red Ale

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Essa talvez seja a Baden preferida da maioria dos cervejeiros, dada as generosas quantidades de maltes torrados e lúpulos que ela carrega. É uma cerveja intensa em tudo, inclusive no respeitável teor alcoólico de 9,2%, um dos maiores entre as cervejas brasileiras comerciais. É uma cerveja que pede quase que desesperadamente carnes vermelhas intensas, como um bom bife de chorizo mal passado, ou queijos intensos como o gorgonzola, roquefort ou grana padano.

Colorado Indica

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Outra cerveja de enorme reputação e destaque, praticamente uma unanimidade.  A Indica é uma deliciosa India Pale Ale (estilo de cerveja que o Império Britânico mandava às tropas que estavam colonizando a Índia, e que para aguentar a enorme viagem de navio, eram alcoólicas e recebiam generosas quantidades de lúpulo), ideal para quem é fã da escola inglesa e seu célebre perfil de maltes caramelizados (caráter aqui reforçado pelo uso da rapadura, ingrediente tipicamente brasileiro) e lupulagem notável. Deliciosa.

Falke Estrada Real IPA

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Essa provavelmente é novidade para muitos, mas está chegando no mercado agora. A IPA da Falke virou produto certificado pelo Instituto Estrada Real, e a escolha do estilo nasceu de uma interessante analogia, de que se o Brasil tivesse sido colonizado pelos ingleses, este seria o estilo de cerveja mandado pelo Império Britânico para terras mineiras e fluminenses na época do Ciclo do Ouro, a exemplo do que aconteceu na Índia. E a cerveja resultante dessa ótima analogia é uma IPA de muita presença de maltes (torrados na própria cervejaria) e lupulagem consistente, intensa, com o DNA nítido da Falke. Ou seja, mais uma excelente cerveja da grande Falke Bier.

Cervejas para quem gosta de maltes torrados:

Colorado Demoiselle

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Já intensamente comentada por aqui, a Porter com café da Colorado, receita nascida da parceira da cervejaria com o Ricardo Rosa, é um dos melhores lançamentos de 2008. Na minha opinião é a melhor representante dos estilos porter/stout feita atualmente no Brasil. Equilibradíssima, aromas de chocolate amargo, café, maltes torrados, encorpada, densa e cremosa. Uma delícia.

Ales belgas:

Wäls Dubbel

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A dubbel da Wäls puxou a linha de belgas especiais da cervejaria, e deu o pontapé inicial com muita classe. Dubbel de perfil de maltes torrados bem notável, é complexa, equilibrada, muito bem feita e muito saborosa. Além da apresentação impecável, numa das mais belas garrafas do mercado. Experimente com uma costela bovina ao molho de jabuticaba e depois me conte…

Wäls Trippel

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A Wäls, não satisfeita em lançar a dubbel, lançou também a tripel e ainda lançará a quadrupel (!!!), percorrendo assim quase todos os estilos de abadia belgas mais clássicos. Sua tripel é do tipo cítrica, alcoólica, com aromas de frutas amarelas e fermento. Me agradou em cheio.

Falke Monasterium

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Esta é velha conhecida, e acho que dispensa maiores apresentações. A tripel da Falke é uma cerveja feita com todo o esmero possível, tendo recebido uma cave para maturação exclusiva. Tem perfil cítrico e fenólico, à exemplo das representantes mais conhecidas do estilo. Uma cerveja especial em todos os sentidos da palavra.

Que venha então 2009 com muito mais cerveja boa para somar !

Ouvindo: Deep Purple – Pictures of Home

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ST BERNARDUS PATER 6, TRIPEL E ABT 12

Dezembro 11, 2008 · 1 Comentário

Olá pessoal!

Após um longo feriado sem tempo para escrever, volto à ativa com muito assunto. Primeiramente vamos à degustação de toda a linha da St. Bernardus hoje disponível no Brasil. A St. Bernardus é uma cerveja “quase trapista”, digamos assim, porque foi produzida com o know-how do mestre cervejeiro do mosteiro de St Sixtus (produtor das cervejas trapistas Westvleteren, consideradas as melhores cervejas do mundo), num acordo que o empresário Evarist Deconinck fez com o mosteiro. A licença e o acordo expiraram em 1992, quando os monges trapistas decidiram que apenas as cervejas produzidas em seus mosteiros receberiam a denominação de origem e o selo de produto trapista. Mas a produção em Watou continuou, e suas cervejas receberam o nome de St Bernardus, em referência ao nome que os monges franceses que fundaram o local utilizaram para batizá-lo: Refúgio Notre Dame de St. Bernard.

São cervejas muito interessantes, peculiares, que têm seu próprio DNA. Todas se caracterizam por serem muito suaves para os respectivos estilos, e com uma identidade nítida, vinda em grande parte, com certeza, da cepa de fermento utilizada. É o mesmo caso de identidade nítida que se percebe em cervejas da La Trappe, da Unibroue, ou, para dar um exemplo brasileiro, da Falke. Você bebe sem saber que cerveja é e vê logo na hora que é a cerveja da cervejaria tal…

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A St Bernardus Pater 6 é uma dubbel suave, de pouco corpo e alta drinkability. Cor marrom, turva, espuma abundante, densa e persistente, que deixa o famoso “belgian lace” nas paredes do copo. Aromas de ameixa, fenólicos, ácidos, de fermento e álcool. Revela sabores de maltes torrados, frutas escuras e o álcool é notável, apesar dos 6,7% não serem lá tanta coisa  assim…

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A St Bernardus Tripel é também uma cerveja de alta drinkability para o estilo, cor laranja escuro, turva e espuma igualmente abundante, densa e persistente. Os aromas são de malte, fermento. O exemplar que degustei apresentou um certo aroma de clorofenol que chegou a incomodar, defeito grave para uma cerveja dessa estirpe. Entretanto, o sabor estava complexo, de maltes, fermento e álcool bem notável, que esquenta muito para 8%.

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A St Bernardus Abt 12 é a melhor das três cervejas, como já era de se esperar. Cor marrom escura, espuma abundante, densa e persistente, aromas de pão doce, frutas escuras (ameixa, passas, tâmara), fermento, licoroso (vinho do Porto/jerez doce). Os sabores são muito complexos: doce (açúcar mascavo), ácido, torrado, amargo (torrefação e lúpulo), frutado, álcool. Passas, ameixas, tâmaras novamente. Caramelo, especiarias. O álcool é notável, mas muito equilibrado, a cerveja não aparenta os 10% que tem, mas esquenta bastante. Torrado intenso, mas que no aroma é disfarçado pelo frutado/fermento. Bela cerveja.

Em breve também toda a linha da St Feuillien, entre outras… aguardem…

Ouvindo: Led Zeppelin – The Battle Of Evermore

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BEER NEWS – SCHIN EXPANDE DISTRIBUIÇÃO DE CERVEJAS ESPECIAIS

Dezembro 2, 2008 · 3 Comentários

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Semana passada fui convidado para dois eventos em sequência que foram patrocinados pela Schincariol. O primeiro foi o aniversário de 2 anos do Frei Tuck, que dispensa apresentações, onde pudemos nos deliciar com inúmeras Eisenbahns e Devassas gentilmente cedidas pela Schin para a comemoração dessa data fundamental para a cultura cervejeira de Minas e do Brasil. E as novidades no Frei Tuck não param por aí… aguardem muita coisa para 2009… Por isso, longa vida ao Frei Tuck! Prosit! Cheers! Gezondheid!

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No dia seguinte, a Schin promoveu um jantar harmonizado (olha minha especialidade aí!), para marcar a nova fase da companhia: a expansão dos pontos de venda e distribuição das linhas especiais, ou seja, Eisenbahn, Baden Baden e Devassa. O jantar contemplou combinações como Baden Baden Cristal com Casquinha de Siri, Baden Baden 1999 com Ravioli de Camarão ao Molho Curry, Eisenbahn Strong Golden Ale com Filé ao Molho de Gorgonzola e Devassa Negra com Petit Gateau e Sorvete de Creme. No final, ainda ganhamos uma carta completa das cervejas especiais e uma garrafa da campeã Baden Baden Stout (a minha é esta que está aí no post abaixo…) Uma noite muito agradável e interessante!

Este evento está acontecendo em todo o país, e marca a intenção da Schincariol de aumentar a distribuição dessas linhas para o público consumidor. Portanto, fique atento, você que freqüenta casas com a bandeira da Schin ou compra suas cervejas nos supermercados e delikatessens: a possibilidade de você achar cervejas dessas marcas ficará cada vez maior… nós, degustadores e bebedores, agradecemos…

Ouvindo: The Beatles – Here, There and Everywhere

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CERVEJAS CAMPEÃS: BADEN BADEN STOUT x COLORADO DEMOISELLE

Dezembro 1, 2008 · 3 Comentários

Sábado foi dia de duelo entre duas medalhistas de ouro: de um lado a Baden Baden Stout, medalha de ouro no European Beer Star na categoria Dry Stout, e do outro a Colorado Demoiselle, medalha de ouro na categoria Porter. Como os maltes torrados iam dominar a cena, escalei um bom gorgonzola e um belo chocolate meio amargo com grãos de café para acompanhar. E comecei os trabalhos com a Baden Baden Stout

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A stout da Baden Baden é uma cerveja rica, cremosa, encorpada. Apresenta cor preta, sem reflexos, e espuma morena, abundante e densa. O primeiro aroma perceptível é o da torrefação dos maltes, em meio a aromas doces, ácidos, de chocolate. No sabor, o torrado mais uma vez domina, junto com uma certa acidez, admissível para o estilo. O amargor provém muito mais do torrado do que da lupulagem, esta pouco perceptível. Uma cerveja que privilegia o sabor dos maltes torrados, de teor alcoólico alto (7,5%, bem acima dos 5% máximos para o estilo, o que a classificaria como uma Foreign Extra Stout, como a Coopers Best Extra Stout ou a Guinness Foreign Extra Stout). Provavelmente a categoria dry stout do concurso englobou esse estilo.

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A Colorado Demoiselle é uma receita criada pelo Ricardo Rosa (http://blog.cervejarte.org), da Acerva Carioca, homebrewer muito conhecido no meio e ganhador de vários prêmios, inclusive internacionais, em parceria com o Marcelo Carneiro, da Colorado. A idéia era criar uma porter com algum ingrediente tipicamente brasileiro, premissa de todas as cervejas da Colorado. A escolha foi óbvia: café paulista, da Alta Mogiana. E a homenagem foi feita a um brasileiro ilustre, Santos Dumont, cuja família tinha fazendas de café na região de Ribeirão Preto. Com isso veio o nome Demoiselle (líbélula em francês), nome do aeroplano que Santos Dumont projetou em 1907, cujo desenho lembrava o inseto. E o resultado foi uma cerveja equilibradíssima…

A Demoiselle se mostra quase preta, também sem reflexos avermelhados, e com abundante espuma morena, muito densa e persistente. Os aromas são ricos: café, chocolate meio amargo, maltes torrados…

Na boca, se revela equilibrada, e também complexa. Chocolate, maltes torrados, doce, amargo, tudo no lugar, sem arestas. Sem acidez, é encorpada, cremosa, robusta porém redonda. O teor alcoólico é um pouco menor: 6%. Uma senhora cerveja.

Conclusão: de cervejas com alta torrefação de maltes estamos muito bem servidos! Duas medalhistas de ouro, uma medalhista de bronze (a Eisenbahn Dunkel), a Schmitt La Brunette e a Falke Ouro Preto, estupenda schwarzbier mineira que será lançada em garrafa em breve! É o que eu sempre falo: Don’t Be Afraid Of The Dark…

Ouvindo: AC/DC – Back In Black

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