Resenhar uma cerveja trapista é sempre um prazer muito grande, afinal degustar uma cerveja trapista é garantia de satisfação, dada a qualidade indiscutível de todas elas, que fizeram sua fama pelo mundo.
Os monges trapistas, ou cistercienses, são uma ordem católica derivada dos beneditinos e que têm em mãos uma espécie de “denominação de origem” da produção de cervejas, um selo de qualidade que estabelece que apenas cervejas feitas em sete mosteiros-cervejarias são autenticamente trapistas. Desses, seis são na Bélgica (Achel, Chimay, Orval, Rochefort, Westmalle, Westvleteren) e um na Holanda (La Trappe). Todas são cervejas que seguem a tradição medieval das cervejas de abadia, que deu à escola belga estilos de cerveja clássicos, representativos e sensacionais como as blondes, dubbels, tripels e quadrupels.
A abadia de St. Benedictus de Achelse é um dos seis mosteiros belgas trapistas que produzem cervejas de qualidade superior, e que produz blondes, dubbels, tripels e belgian dark ales.
A Achel Blond na verdade é uma tripel de 8% de teor alcoólico, cor de laranja/mel, muito turva, de espuma muito abundante e densa. Possui aromas cítricos, frutados (damasco, limão, laranja), ácidos e de fermento, agradáveis e equilibrados.
É uma cerveja equilibrada, suave e agradável. Aveludada, de sabores ácidos, doces e cítricos. O álcool é notável no sabor e sensação de boca, mas não é muito evidente no aroma. Em suma, uma cerveja deliciosa, excelente, que se coloca acima de muitas cervejas de abadia não trapistas.
P.S: Em breve aqui a resenha da dubbel deles. Aguardem…
Ouvindo: Marillion – Punch and Judy



