Entradas do Setembro 2008

TCHECA

Setembro 30, 2008 · 1 Comentário

Fruto da união de três figuras fundamentais da cena cervejeira do país, Leonardo Botto (Blog do Botto), Edu Passarelli (Edu Passarelli Recomenda) e Alexandre Bazzo (Cervejaria Bamberg), a Tcheca é um projeto acalentado com todo o carinho há um certo tempo e que ganhou as ruas (ou os copos) esse mês.

Pude conhecer o resultado preliminarmente no Concurso Nacional de Cervejas Artesanais das ACervAs que aconteceu aqui em BH, mas agora posso resenhar a produção, engarrafada, com mais atenção. Portanto, vai aqui, em linhas gerais, minhas impressões:

Aparência: cor dourada, translúcida, espuma densa. Boa para enganar os incautos, pois de longe parece uma pilsen comum…

Aroma: Lúpulos e malte. Biscoito, adocicado, aroma de lúpulo complexo. Equilibrado, sem diacetil.

Sabor/Sensação: Bom corpo, lupulagem assertiva, amargor persistente, final seco. Muito bem feita.

Em suma: uma pilsen de respeito, pra quem não tem medo de lúpulo. Se dá muito bem, com certeza,  com pratos picantes, potentes ou gordurosos. Excelente iniciativa e contribuição para a cultura cervejeira do Brasil, que agora conta com pilsens de verdade. Vocês podem acompanhar os rumos do projeto no Blog da Tcheca, também aí na lista de links.

P.S: Ficou perfeita com parmesão. Parabéns aos caras!!!

Ouvindo: Metallica – My Apocalypse

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OS MELHORES BARES CERVEJEIROS DE BH

Setembro 25, 2008 · 4 Comentários

Olá pessoal,

Há muito tempo eu estava para elaborar esse post, e por dois principais motivos: centralizar informações sobre os bares de Belo Horizonte que têm carta de cervejas de qualidade para rápida e fácil pesquisa e também para acrescentar informações extras e impressões pessoais sobre cada um deles. É bom dizer que essa lista, para nossa satisfação, está se ampliando a cada dia e, muito em breve, posso aparecer com mais posts a respeito. Mas vamos aos principais templos belorizontinos para os degustadores do santo líquido:

1 – Frei Tuck Slow Beer

O Frei Tuck foi inaugurado em 2006 já como uma casa totalmente voltada para a cultura cervejeira. Extremamente bem localizado (no pé do tobogã da Contorno, próximo ao lendário Stadt Jever), no coração da Savassi, tem ares de pub, intimista, graças às suas mesas e materiais de demolição e a iluminação dosada. Possui uma extensa e criteriosa carta de cervejas, constantemente atualizada pelo dono, Luiz Flávio.

O Frei Tuck é o lugar onde acontecem cursos de cerveja, como os que eu ministro e cursos de homebrewing , ministrado pelo Danilo Mendes, da ACervA Mineira, e também encontros e eventos da Confraria da Cerveja de BH e do BH Rugby, time de rugby de BH (a comemoração do St. Patrick’s Day já é tradicional).  Em suma: é o QG de todos confrades e homebrewers da cidade. Conta ainda com telão com jogos do Brasileirão e um cardápio de acepipes inspirado, com destaque para o filé ao molho de chocolate picante e o crepe de sorvete.

2 – Haus München

Era um restaurante alemão tradicional num bairro de classe média alta que foi revitalizado, e que hoje conta  com um ambiente agradável e sofisticado, extensa e variada carta de cervejas, aliada a pratos diversificados (alemães e internacionais) e um serviço muito bom. Recebe as celebridades de passagem pela capital e também promove eventos cervejeiros, como o St. Patrick’s Day, a Oktoberfest, cursos e degustações como a que comandamos pela ACervA Mineira. Lota às sextas-feiras.

3 – Café Viena

Localizado perto da região dos hospitais, em uma esquina angulosa da Contorno, o café/bar/restaurante tem inspiração austríaca, por causa da ascendência da proprietária, Ingrid. Possui dois andares, onde o térreo conta com mesas na calçada e também internas, e um segundo andar mais reservado. Afirma ter a maior carta de cervejas da América Latina, fruto da adição incansável de praticamente todas as cervejas que já apareceram em terras belorizontinas, e tem também como especialidades carnes nobres, muito bem preparadas pelo proprietário Wellerson, e sorvetes deliciosos, feitos pela própria Ingrid.

4 – O Bar

Espécie de “filial” d’A Obra (o nosso CBGB’s), O Bar também conta com uma localização muito interessante e agradável, na Rua Cláudio Manoel, quase na Praça ABC. A decoração, como não poderia deixar de ser, é repleta de capas de discos de rock e remete ao universo ska/two tone. É freqüentado não só pelo público d’A Obra, mas também pelo público em geral, e possui cardápio bastante didático, inclusive com sugestões de harmonização para cada cerveja à venda. Tira-gostos simples, criativos, baratos e eficientes, e um astral bem alto, principalmente quando o dono, Claudão Pilha, está presente.

5 – Mundaka Adventure Bar

O Mundaka é um dos bares para quem quer beber cerveja de primeira sem abrir mão do agito. De temática que remete aos esportes radicais, é o típico bar que funciona quase como boate. Fica no centro do agito de BH, enche, com a moçada se espalhando em pé por toda a área do bar. Nos fundos tem um agradável quintal com telão de esportes radicais e sinuca, e cervejas que vão da Heineken e Therezópolis até a La Trappe Quadrupel. Pra quem não quer apenas ficar sentado tomando umas.

6 – Graças a Deus

O Graças a Deus é outro bar onde o agito come solto (fila na porta é tradicional) mas que também oferece uma carta de cervejas diferenciada. Conta com três ambientes, e rola de tudo: DJ, shows, festas e por aí vai. Balada com cerveja boa.

Muitos bares e restaurantes estão colocando, aos poucos, cervejas e chopes especiais em seus cardápios, sintoma do crescimento da cerveja de qualidade na cultura da cidade. Em breve atualizo esta lista. Vale  a pena conferir todos eles.

Endereços:

Frei Tuck Slow Beer - Av. do Contorno, 5757 – Carmo Sion

Haus München - Rua Juiz de Fora, 1257 – Sto Agostinho

Café Viena - Av. do Contorno, 3968 – Sta Efigênia

O Bar - Rua Cláudio Manoel, 296 – Savassi

Mundaka - Rua Pium-I, 787 – Anchieta

Graças a Deus - Rua Padre Odorico, 68 – São Pedro

Ouvindo: Marillion – Holloway Girl

-  Créditos foto Café Viena: Leopoldo Rezende

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REPORTAGEM REVISTA ENCONTRO

Setembro 22, 2008 · Deixe um comentário

Olá pessoal,

Essa é, principalmente, para quem está em terras mineiras: a edição de setembro da Revista Encontro traz uma reportagem completa da jornalista Ana Paula Lima sobre a cena da cultura cervejeira em Minas. Homebrewing, cervejas artesanais, conceitos sobre cerveja e o universo dos produtores caseiros estão muito bem retratados numa reportagem didática e de fácil compreensão até para leigos no assunto. A ACervA Mineira e os produtores da Smedgård e da Küd Bier, por exemplo, receberam destaque, e a reportagem traz ainda informações sobre o III Concurso Nacional de Cervejas Artesanais que foi realizado recentemente em Belo Horizonte pelas ACervAs, além de um pouco da história e dos conceitos sobre a cerveja.

Quem quiser conferir o conteúdo, a revista já está nas bancas, ou então pode-se acessar a versão online no link http://www.revistaencontro.com.br/setembro08_02/especial.asp

Fica registrado, portanto, o agradecimento e os parabéns à Ana Paula e à Revista Encontro por mais esse incentivo à cultura cervejeira em terras mineiras.

Ouvindo: Pink Floyd – On The Turning Away

 

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HEN’S TOOTH

Setembro 17, 2008 · 1 Comentário

A Hen’s Tooth, cerveja da Greene King/Morland que chegou recentemente por aqui, é uma strong ale inglesa singular. É refermentada na garrafa (processo que os ingleses chamam de bottle conditioning), fator que permite com que a cerveja continue a maturar e desenvolver seus aromas e sabores.

Ao ser servida, apresenta uma maravilhosa cor âmbar/cobre avermelhada, espuma cor de creme abundante, porém não muito consistente, e intensa carbonatação. Possui aromas de malte caramelizado e lúpulo, este suave. Os sabores de malte vêm acompanhados de notável e persistente amargor de lúpulo, sem residual doce, mostrando, portanto, final seco e amargo. Possui bom corpo, mas seus 6,5% são pouco perceptíveis de uma maneira geral.

Combinei “acidentalmente” com um presunto parma que estava de bobeira na geladeira e ouch… ficou de prender o fôlego…

Ouvindo: Status Quo – Big Fat Mama

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BIT SUN, EDELWEISS SNOWFRESH WEISSBIER E STAROBRNO CZECH PREMIUM LAGER

Setembro 14, 2008 · Deixe um comentário

Olá pessoal!

Aqui vão rápidas notícias/resenhas de mais três cervejas dignas de nota:

A Bit Sun é uma pilsen alemã “especialmente criada para ser consumida no verão”. Teria portanto, teoricamente, compromisso maior com a suavidade e refrescância. Em outras palavras, seria uma pilsen mais suave, “aguadinha”, com menos presença de malte, álcool e lúpulo. Que nada… trata-se de uma pilsen deliciosa, de aroma extremamente agradável, 4,9% de álcool (ou seja, teor normal pro estilo), cor dourado escuro, espuma densa, aromas de pão, biscoito e delicado sabor de lúpulo, além de sabor notável de malte. Uma belíssima pilsen alemã, melhor do que muitas pilsens “normais” ou “premium” que se vê por aí… só é uma pena que não a vejo mais por aí…

A Edelweiss Snowfresh Weissbier é o primeiro exemplar de weissbier austríaca que chega ao país, e talvez a primeira cerveja austríaca que vem para cá em anos… (já se vão os tempos de Zipfer Urtyp, Gösser, Kaiser (não aquela), Schwechater, etc…). O nome e a embalagem remetem aos Alpes e a flor que só cresce por lá. Não bastasse essa novidade, mais uma surpresa: não se trata de uma weissbier típica, semelhante às da Bavária, a despeito da proximidade geográfica e cultural de ambos. Na verdade a Edelweiss está muito mais para uma witbier do que para uma weissbier, pelo fato de conter ervas aromáticas em sua receita. Lembra aquele tempero herbal, floral e cítrico das witbiers e seus aromas de lima, anis e laranja curaçao… ou seja, para os fãs de witbier e de weissbier, é uma cerveja imperdível. Merece ser comprada junto com o copo, onde o gelo dos Alpes, que na garrafa é representado em alto relevo, é representado por jateamento no vidro. Linda apresentação… agora, da Áustria, temos também as cervejas do castelo Eggenberg, ou seja, a pilsen Hopfen König, a doppelbock Urbock 23º, a ale com malte de whisky Mac Queen’s Nessie e a lendária lager de 14% Samichlaus.

A Starobrno é mais uma pilsen tcheca que chega no país e que eu espero que fique, a despeito do que aconteceu com a Urquell… Menos intensa em malte e lúpulo do que a Urquell e a Czechvar, mas não deixa de ser uma delícia. Afinal, aroma e sabor de malte, pão, biscoito e lúpulo Saaz não te deixam nunca na mão…

Ouvindo: Scorpions – Big City Nights

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DUVEL

Setembro 13, 2008 · 4 Comentários

Poucas e seletas cervejas são definidoras de um estilo e, dessas, um número ainda mais restrito possuem tanta reputação e fama com a Duvel. Criada em 12 de setembro de 1871 pela cervejaria da família Moortgat, de Breendonk, cidade próxima à Antuérpia, a cerveja atravessou gerações, duas guerras mundiais, e somente na década de 60 é que a Duvel assumiu seu perfil atual, tornando-se a cerveja mais famosa da cervejaria e uma das cervejas mais famosas da escola belga. A Moortgat ainda produz hoje cervejas conceituadas como as Maredsous 6, 8 e 10, mas o carro-chefe da fábrica é a Duvel.

A cerveja apresenta uma cor pálida, dourada, e uma espuma absolutamente impressionante. Aliás, a espuma, densa como uma mousse, incrivelmente abundante e persistente (que acompanha o líquido até o final do copo, deixando para trás o que chamamos de “belgian lace”), é uma das características mais peculiares da Duvel, tanto que o copo, muito maior do que a capacidade original da garrafinha de 330ml, foi desenhado para abrigar toda essa intensa e incrível formação de espuma.

A Duvel faz parte das cervejas belgas “temperadas”, de aromas medicinais, fenólicos, de especiarias. É o caso de muitas tripels, como a não menos lendária Karmeliet. Porém, suas características únicas levaram a Duvel a “inaugurar” um novo estilo, o Belgian Strong Golden Ale. Não possui residuais doces e apresenta intensa carbonatação. Aromas frutados (pêra, maçã, laranja) e de álcool completam o perfil complexo. Aliás, os 8,5% de álcool aquecem e a tornam uma cerveja traiçoeira, daí o nome com a qual foi batizada (Duvel, em flamengo, quer dizer “diabo”). Com o tempo, quase todas as cervejas desse estilo adotaram nomes pouco religiosos como referência à Duvel.

Uma cerveja obrigatória para quem quer compreender melhor a escola belga e para quem quer se lançar no mundo das cervejas ricas e complexas.

Ouvindo: AC/DC – Highway To Hell

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BEER NEWS nº 1

Setembro 10, 2008 · Deixe um comentário

Deu em todos os jornais, e merece transcrição. Devo acrescentar que faz todo o sentido…
Homem se tornou agricultor para beber cerveja, diz biólogo alemão

da Efe, em Berlim

O homem se tornou sedentário e agricultor há cerca de 10 mil anos, iniciando a revolução neolítica, para beber cerveja e se embriagar, e não com a finalidade de melhorar ou garantir sua alimentação. A afirmação é do biólogo e historiador natural alemão Josef H. Reichholf em seu novo livro “Warum die Menschen Sesshaft Murden” (“Por que os Homens se Tornaram Sedentários”, em tradução livre).

A obra começou a ser vendida nesta terça-feira (9) nas livrarias da Alemanha e explica as causas da revolução que deu lugar à formação de povos e religiões.

O acadêmico da Universidade Técnica de Munique considera errada a teoria de que a humanidade começou a cultivar plantas, abandonou a vida nômade e se estabeleceu de maneira permanente em um lugar determinado para se alimentar melhor.

“Essa visão habitual confunde causas e conseqüências. Para que os caçadores e agricultores abandonassem sua forma de vida e alimentação tradicional teve de acontecer alguma vantagem inicial”, explica, e ressalta que no início “o cultivo de plantas não trouxe consigo nenhuma vantagem sobressalente para a sobrevivência”.

Reichholf afirma que as colheitas iniciais eram muito pequenas e o cultivo da terra era muito trabalhoso, o que não garantia a sobrevivência de um povo apenas da agricultura. Ele afirma que o homem neolítico continuou caçando e colhendo para subsistir.

Nesse sentido, classifica igualmente de errada a teoria de que nas primeiras regiões de assentamento sedentário da humanidade, que vão do Egito à Mesopotâmia, havia pouca caça e muita vegetação.

“Era totalmente diferente”, afirma o especialista, que considera que essas regiões eram ricas em caça, por isso não havia necessidade de abandonar essa forma de subsistência, e julga absurda a teoria de que uma região possa ser rica em frutas e pobre em animais selvagens ao mesmo tempo.

“Ao contrário, eu afirmo que a agricultura surgiu de uma situação de abundância. A humanidade experimentou com o cultivo de cereais e utilizou o grão como complemento alimentício. A intenção inicial não era fazer pão com o grão, mas fabricar cerveja mediante sua fermentação”, disse Reichholf à imprensa na apresentação do livro.

O alemão diz que a humanidade sempre sentiu necessidade de alcançar estados de embriaguez com drogas naturais que “transmitem a sensação de transcendência, de abandono do próprio corpo”, conclui.

Ouvindo: Pearl Jam – Do The Evolution

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III CONCURSO NACIONAL DE CERVEJAS ARTESANAIS

Setembro 8, 2008 · 2 Comentários

Muito melhor do que criar um longo texto descritivo é deixar que as fotos falem por si mesmas… (ainda que a qualidade não seja das melhores, afinal foram tiradas do celular e em condições alcoólicas variáveis… rssss). O melhor de um evento tão bom como esse é o que está retratado nas fotos: o clima de total amizade, brodagem e curtição. Ainda que tenha rolado um número inacreditável de cervejas maravilhosas, acepipes como coxinhas do FrangÓ (a melhor do Sistema Solar), javali ao molho barbecue do Café Viena, comida di buteco do Família Paulista e Boteco da Carne, almoço mineiro completo com churrasco, etc…

Teve lançamento da Tcheca ( http://blogdatcheca.blogspot.com/), Baden Baden Weiss e Eisenbahn 5 a rodo, todas as Colorados (inclusive a Demoiselle), além de Falke Biers, Corujas, Schornsteins, Heimats, Wäls, Misturas Clássicas, Bambergs, Das Bier, Moçambique, Bierlands, ufa… foi muita cerveja, a maioria vertendo das chopeiras, ou em garrafas geladas. A Bier Gourmet ofereceu sua linha completa de importadas (De Konincks, Jenlains, Czechvar, Oettingers, etc.), e muitos produtores caseiros nos deixaram doidos com tanta cerveja boa (quem tomou a Hop Wine, por exemplo, dificilmente vai esquecer tão cedo, hehehe…)

Em suma, deixemos que as fotos traduzam um pouco do clima e do que foi a festa. Como alguém já disse, “mês que vem tem de novo?”

Luiz Pizzani (Acerva -PR), Marco Falcone (Falke Bier), eu e Juliano Mendes (Schin/Eisenbahn)

Banner da Apache, IPA mineira de primeira

Coruja Extra Viva – extra boa!

Falke Red Baron e coxinhas do Frangó

Deliciosa e equilibradíssima Tcheca

Acepipes pré-almoço: javali, carne de panela, salsichas alemãs, com Jenlain Ambrée, Mistura Clássica Stout…

Sítio Sossego agitado

Alencar (Küdbier) recebendo o prêmio argentino do Concurso de Santa Fé

Ricardo Rosa (Acerva-RJ) e sua premiação de 3a melhor weissbier

Erick Vieira (Texsan – Ipatinga/MG) e a premiação da 2a melhor weiss

Pessoal da Smedgård e a premiação da 3a melhor IPA

Botto e a 3a melhor Belgian Strong Ale

Eu, los hermanos Roy e Daniel, Alencar e a Küdbier Kashmir

Los hermanos, los küds e eu

Thaís e a barraquinha da comida de boteco

Esperamos todos agora no Minas Bier Fest, em outubro!

§11!!!

Ouvindo: Rush – For What It’s Worth

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KÜDBIER KASHMIR

Setembro 4, 2008 · 4 Comentários

Em 1968, um jovem e habilidoso músico inglês, que tocava numa banda famosa e conceituada na época, se viu sozinho quando seus ex-companheiros de banda abandonaram o barco, um a um. Com uma agenda cheia de shows a cumprir, ele não teve alternativa a não ser sair à busca de novos companheiros para sua nova banda. Depois de convidar um polivalente e experiente multiinstrumentista, que tocava baixo, teclados, piano, bandolim, entre outros instrumentos, eles foram à busca de um cantor. Ao assistir a performance do vocalista da Band Of Joy, ambos ficaram impressionados. Convidaram-no então a juntar-se a eles, convite esse que foi prontamente aceito. Faltava então apenas o baterista, e o novo cantor indicou seu companheiro de banda, um músico ímpar que iria fazer história no seu instrumento. Nascia aí a maior banda de todos os tempos, o Led Zeppelin.

Em 2007, um grupo de amigos apaixonados por rock e por cerveja participou do curso de cultura cervejeira, teoria e degustação que ministro há um ano e meio no Frei Tuck Slow Beer, pub que é o templo da cultura cervejeira em Belo Horizonte. Após o primeiro contato com o mundo das lagers e ales alemãs, belgas, inglesas, tchecas, etc; eles não pararam por aí, aprendendo também a nobre e complexa arte de fazer cerveja em casa. Iniciaram suas produções, então, em janeiro deste ano. E a partir daí não pararam mais, produzindo cerveja praticamente toda semana. Nascia aí a Küdbier, cervejaria artesanal que em pouco tempo criou várias cervejas e que ganhou o primeiro lugar no 1º Concurso Internacional de Cervejas Artesanais de Santa Fé, na Argentina, na categoria IPA (India Pale Ale). A predileção pelo rock os levou a batizar suas crias com nomes como Black Betty (Porter), Smoke On The Water (Smoked Ale), Tangerine (Witbier) e God Save The Queen (English Pale Ale). As características históricas  inglesas e indianas do estilo IPA levaram os küds a batizá-la de Kashmir, clássico absoluto presente no melhor disco da banda, Physical Graffiti, e que traduz a união perfeita das sonoridades orientais e ocidentais, com os músicos ingleses nos remetendo à região indiana de mesmo nome.

A minha identificação com os nomes das cervejas foi imediata, pois sou músico de rock (baterista) e, antes do Beer Architecture, escrevia um blog sobre música, o Guitarchitecture (daí veio o nome deste blog que aqui está…). E também porque, além de ser amigo pessoal de todos eles, acredito que um ótima cerveja fica melhor ainda com rock and roll de primeira qualidade.

Küdbier Kashmir (edição campeã):

Aparência: Cor âmbar/mogno, turva, com reflexos avermelhados, espuma morena, densa, abundante e persistente.

Aroma: equilibrado, de lúpulos Saaz, Columbus, etc, e maltes caramelizados. Lembrou muito a Colorado Indica.

Sabor e sensação de boca: de malte, biscoito, caramelo, amargor de lúpulo. Corpo médio.

Equilibradíssima e excelente. Parabéns a todos os küds pela conquista merecida!

Ouvindo: Led Zeppelin – Kashmir (naturalmente…)

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III CONCURSO NACIONAL DE CERVEJA ARTESANAIS – RESULTADO

Setembro 2, 2008 · 2 Comentários

Pessoal, para satisfazer a curiosidade de muitos, publico aqui, em caráter temporário (e sujeito a confirmações), o resultado do magnífico concurso que tivemos a felicidade e o privilégio de sediar:

Categoria IPA

1º Edygil Pupo
2º Christian Rocha
3º Rodrigo Parisi (Smedgard/ACervA Mineira)

Categoria Weizenbier:
1º Marco Málaga (peruano que mora na Argentina)
2º Erik Vieira (Texsan – Ipatinga/MG)
3º Ricardo Rosa (Cervejarte/ACervA Carioca)

Categoria Belgian Strong Ale:
1º Rafael Tonera (ACerva Catarinense)
2º Humberto Ribeiro (CCJ – ACervA Mineira)
3º Leonardo Botto (ACervA Carioca)

Depois voltamos com mais informações! Parabéns a todos os ganhadores e participantes!

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