Hercule safra 2
Amigos, quem leu o post do dia 21 de fevereiro, pode acompanhar a gênese e avaliação da minha primeira cria, a Glück Hercule. Aquela primeira produção foi uma tentativa de se fazer uma belgian strong golden ale, que acabou ficando escura demais devido ao uso generoso de maltes especiais, e por isso classifiquei-a simplesmente como belgian strong ale. Depois fui perceber que cervejas como a Strong Golden Ale da Eisenbahn tinham cor bem próxima das Hercules mais envelhecidas e decantadas…
Enfim, depois da primeira produção, minha intenção foi alinhar melhor a Hercule às classificações do BJCP, e, com isso, levei a danada para o Lado Negro da Força, talvez inspirado pela cor do rótulo, e a transformei numa belgian strong dark ale, onde eu poderia usar e abusar dos maltes tostados, torrados e caramelizados sem medo. Com uma receita que levou três tipos de malte, três tipos de lúpulo, aveia, açúcar mascavo e sementes de coentro e que atingiu um OG de 1.098, a segunda safra da Hercule terminou numa strong dark de 9,0%, cuja avaliação você confere a seguir:
Aparência: cor de melaço, caramelo escuro (lembra Rochefort – yeah!!!), turva. Espuma bege, muito abundante e densa. Belga mesmo.
Aromas: mel, melaço, ameixa, álcool, especiarias, licoroso.
Sabores: complexos. Maltes torrados, mel, álcool. Residual doce e lupulagem notáveis porém muito equilibrados. Álcool superior.
Impressão: o equilíbrio foi atingido nessa segunda produção. Tudo no seu devido lugar: maltes, residual doce, lúpulo e álcool. Aquece, apresenta o residual doce mais no início e final levemente lupulado, quase seco. Encorpada, frutada e complexa.
Acredito que chegamos na receita ideal nessa segunda leva. Introduzirei, com certeza, mudanças muito pequenas desta vez, pequenos testes, principalmente com fermentos. No geral, o resultado me agradou demais, ficou show de bola.
Safras 1 e 2 reunidas
A última e derradeira representante da safra 1…
Cerevisia quæ vespera tamen! §11!!!
Ouvindo: The Allman Brothers Band – Whipping Post






