Entradas do Junho 2008

GLÜCK HERCULE #2

Junho 26, 2008 · Deixe um comentário

Hercule safra 2

Amigos, quem leu o post do dia 21 de fevereiro, pode acompanhar a gênese e avaliação da minha primeira cria, a Glück Hercule. Aquela primeira produção foi uma tentativa de se fazer uma belgian strong golden ale, que acabou ficando escura demais devido ao uso generoso de maltes especiais, e por isso classifiquei-a simplesmente como belgian strong ale. Depois fui perceber que cervejas como a Strong Golden Ale da Eisenbahn tinham cor bem próxima das Hercules mais envelhecidas e decantadas…

Enfim, depois da primeira produção, minha intenção foi alinhar melhor a Hercule às classificações do BJCP, e, com isso, levei a danada para o Lado Negro da Força, talvez inspirado pela cor do rótulo, e a transformei numa belgian strong dark ale, onde eu poderia usar e abusar dos maltes tostados, torrados e caramelizados sem medo. Com uma receita que levou três tipos de malte, três tipos de lúpulo, aveia, açúcar mascavo e sementes de coentro e que atingiu um OG de 1.098, a segunda safra da Hercule terminou numa strong dark de 9,0%, cuja avaliação você confere a seguir:

Aparência: cor de melaço, caramelo escuro (lembra Rochefort – yeah!!!), turva. Espuma bege, muito abundante e densa. Belga mesmo.

Aromas: mel, melaço, ameixa, álcool, especiarias, licoroso.

Sabores: complexos. Maltes torrados, mel, álcool. Residual doce e lupulagem notáveis porém muito equilibrados. Álcool superior.

Impressão: o equilíbrio foi atingido nessa segunda produção. Tudo no seu devido lugar: maltes, residual doce, lúpulo e álcool. Aquece, apresenta o residual doce mais no início e final levemente lupulado, quase seco. Encorpada, frutada e complexa.

Acredito que chegamos na receita ideal nessa segunda leva. Introduzirei, com certeza, mudanças muito pequenas desta vez, pequenos testes, principalmente com fermentos. No geral, o resultado me agradou demais, ficou show de bola.

Safras 1 e 2 reunidas

A última e derradeira representante da safra 1…

Cerevisia quæ vespera tamen! §11!!!

Ouvindo: The Allman Brothers Band – Whipping Post

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ALMOÇO E DEGUSTAÇÃO ESPECIAL DE CERVEJAS ESPECIAIS E ARTESANAIS AcervA MINEIRA E HAUS MÜNCHEN

Junho 20, 2008 · Deixe um comentário

Pessoal, dia 28 de junho, sábado próximo, abrigará um evento muito especial concebido pela AcervA Mineira em parceria com o Haus München e os chefs Henrique Gilberto, Adriano Santos e Leandro Pimenta: um almoço degustação onde foram desenvolvidos dois menus com entradas, pratos principais e sobremesas especialmente criadas para as cervejas dos produtores da AcervA, somadas a renomadas cervejas internacionais!

É um evento exclusivíssimo, onde procuramos divulgar a cultura cervejeira e o potencial da inserção da cerveja na alta gastronomia. É, sem sombra de dúvida, imperdível! Se você for de Belo Horizonte ou estiver na cidade, não perca este evento! A aquisição dos convites pode ser feita no próprio restaurante, na Rua Juiz de Fora, 1257, Santo Agostinho.

Eu e o Beer Architecture estaremos lá, abrindo o evento e registrando tudo! Portanto, espero todos lá!!!

§11 com muito estilo!

Ouvindo: Dire Straits – Portobello Belle

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MAREDSOUS 8

Junho 18, 2008 · 1 Comentário

A Maredsous 8 é a equivalente ao estilo dubbel da cervejaria Duvel Moortgat, que produz também as Maredsous 6 e 10, blond e tripel, respectivamente, além da lendária strong golden ale Duvel. A Maredsous 8 é uma cerveja que por si só se reveste de um misticismo forte. O rótulo maravilhoso em vermelho, com o vitral de janela ogival de estilo gótico estilizado, o nome, em branco, em destaque, assim como a descrição “Brune 8º Bruin”, em francês e holandês, atachados na indefectível garrafinha atarracada de 330ml, não poderia abrigar uma cerveja ruim. E, de fato, ruim é um conceito que passa muito longe daqui. Trata-se de uma dubbel expressiva, seca, de aroma típico de fermento belga intenso e um certo caráter trapista.

A aparência revela um marrom âmbar, espuma abundante e líquido turvo. A pouca carbonatação e o belgian lace se fazem presentes, confirmando sua origem.

Os aromas de fermento, ameixa, uva roxa, passas e vinho são complexos, intercalados e intensos. Os sabores revelam malte, um tostado mais evidente do que em outras dubbels, amargor leve e residual doce muito pequeno, extremamente controlado, final com lupulagem mais evidente e quase seco, com aquecimento de álcool.

Em suma, uma dubbel pra quem não gosta de cervejas com residual muito doce, uma dubbel para quem gosta de dubbels, para quem gosta da escola belga, para quem gosta de cerveja.

Ouvindo: Led Zeppelin – Babe I’m Gonna Leave You

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SCHMITT BARLEY WINE x SCHMITT BARLEY WINE 01/07

Junho 3, 2008 · 4 Comentários

Uma das primeiras cervejas que “celarizei”, ou guardei na “adega” de casa, foi a Schmitt Barley Wine. Para quem não conhece, trata-se de uma das melhores cervejas brasileiras. Recomendo expressamente.

Comprei um exemplar em janeiro de 2007, com intenção de abri-la no inverno de 2008. Não consegui esperar até julho ou final de junho, e fiz o desafio neste fim de semana. Confrontei-a com uma recém comprada, nova, de validade que vai até 15/01/2013, enquanto que a envelhecida tinha validade até 31/10/2011…

Primeiro degustamos a Schmitt Barley Wine envelhecida, que se apresentou com cor alaranjado escuro, completamente turva, muito pouca formação de espuma e flocos de leveduras em suspensão. O aroma revelou-se intensamente doce e alcoólico, puxando para o licoroso. O sabor veio com notas doces, de malte, muitas especiarias, “warming alcohol” e sal. Sim, um certo sal, um certo caráter básico (ph alto) que ficou mais evidente.

Já a Schmitt Barley Wine nova revelou uma cor ligeiramente mais escura, espuma muito mais abundante, menos residual doce, menos caráter licoroso e mais equilíbrio doce/amargo/álcool. Me agradou mais, mostrou-se uma cerveja mais balanceada. Para ser sincero, a diferença entre a nova e a envelhecida não foi tão gritante, motivo pelo qual pretendo envelhecer as próximas por 4 ou 5 anos, se eu conseguir resistir…

Ouvindo: Dire Straits – Private Investigations

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