Olá pessoal!
O estilo IPA (India Pale Ale) talvez seja o favorito, ou pelo um dos mais populares entre os fãs da escola inglesa, por representar com intensidade todas as características marcantes desta escola. Cor, aromas e sabores de maltes caramelizados e presença maciça de lúpulos aromáticos e de amargor são as características originais do estilo, oriundas de sua história. As India Pale Ales eram enviadas para o exército britânico na Índia, na época da colonização britânica, e para suportar a longa viagem de navio, eram “turbinadas” com muito lúpulo, maior presença de malte e conseqüente maior teor alcoólico, para aumentar a sua conservação durante a jornada.
Com o passar do tempo as versões inglesas do estilo foram se atenuando e o termo IPA se espalhando indiscriminadamente, sendo usado até mesmo em cervejas que não se encaixam no estilo, como é o caso da Greene King IPA. Cervejas com concentrações de malte e lúpulo tão baixas e teor alcoólico abaixo de 4% fogem ao estilo, se encaixando mais nos conceitos mild ale, pale ale ou bitter ale.
A Greene King IPA é uma cerveja de cor maravilhosamente âmbar/mogno e espuma bege densa e duradoura. O aroma é muito sutil e suave, com algo de biscoito e lúpulo terroso. É cremosa, de sabor ligeiramente adocicado (biscoito, pão), muito pouco amargor, corpo e álcool (3,6%). Uma mild ale que serviria muito bem como chopp num pub, para se tomar em grandes quantidades, pelo caráter suave, equilibrado, cremoso e fácil de beber, mas definitivamente longe de representar o estilo intenso favorito dos “lupulomaníacos”. Homebrewers brasileiros andam resgatando este estilo, assim como fizeram os americanos, e uma representante empolgante do estilo é a Glück IPAlpatine, a IPA que passou para o lado negro da Força.
Ouvindo: Judas Priest – Sinner






