Entradas do Março 2008

OETTINGERS

Março 29, 2008 · 2 Comentários

A Oettinger, cervejaria alemã, está, atualmente, com cinco de suas representantes no Brasil, facilmente encontráveis por aí. Eis, portanto, a resenha de todas elas:

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A Oettinger Pils é uma german pilsener de 4,7% de álcool, cor amarelo claro, aroma de pão, malte e presença notável de diacetil (éster que dá aquele aroma característico de manteiga), mas uma ausência quase total de lúpulo, podendo-se notar algum lúpulo floral bem distante… A espuma, ou colarinho, é branca e de média retenção, até consideravelmente boa para uma lager. O sabor acompanha o perfil do aroma: pão, malte e muito pouca presença de lúpulo, apenas um amargor muito fugaz no retrogosto.

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A Oettinger Export é mais “turbinada”. Cor dourado claro, 5,4% de álcool, mais aroma e, principalmente, mais sabor de malte. Diacetil mais disfarçado, retrogosto de lúpulo terroso, mas ainda falta mais lúpulo no aroma e no sabor, afinal estamos falando de pilsens alemãs… mas, no geral, uma cerveja agradável.

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A Oettinger Radler é a histórica e clássica mistura de cerveja pilsen com limonada, na proporção de 50%/50%. Segundo o livro “O Catecismo da Cerveja”, de Conrad Seidl, “Franz Xaver Kugler, que em 1922 tinha um restaurante para turistas em Deisenhofen, é considerado seu inventor. Certo dia, 13 mil ciclistas que participavam de um rali nos Alpes chegaram inesperadamente, e Kugler receou que sua cerveja Augustiner de Munique não fosse suficiente para atendê-los. Ofereceu então a ‘caneca Radler’ – matou a sede dos clientes com uma mistura de cerveja e limonada em proporções iguais. A partir de 1926, Kugler passou a se autodenominar ‘o mais popular taberneiro de festas e comemorações da Alemanha’, pois também dirigia o salão de festas Augustiner na Oktoberfest de Munique. Mas só em 1992 os fabricantes de cerveja alemães foram autorizados a fabricar a bebida que já existia havia muito tempo em bares e restaurantes. Há variantes como a ‘Radler legítima’, com limonada, a Almradler, com Almdudler (refrigerante típico dos Alpes) e a Diesel, com Coca-Cola (fabricada atualmente pela Karlsberg com o nome Mixery). As misturas tradicionais com cervejas de alta fermentação, como a Russenhalbe (cerveja branca com limonada) e a Berliner Weisse mit Schuss, também são oferecidas prontas, em lata.”

De fato, os alemães gostam muito de fazer misturas com cerveja. No caso da Oettinger Radler (radler, em alemão, quer dizer ciclista), uma radler “legítima”, o drink tem sabor predominante de limão e açúcar sobre o malte, assim como o aroma, e cor amarelo palha, com reflexos ligeiramente esverdeados. A mistura tem um teor alcóolico final de 2,5%, e é para se beber bem gelada, pois o intuito aqui é refrescar-se, mais do que qualquer outra coisa. Já a Diesel a qual o Conrad Seidl se referiu deve ser feita com weissbier clara, exclusivamente, também na proporção meio a meio. Se são boas? Não são ruins não, mas eu prefiro a cerveja. Pura.

A Oettinger Super Forte é uma malt liquor feita na Alemanha (!!!??!!). Parece uma lager com muito malte e açúcar, para chegar no teor alcóolico de 8,9%. De cor dourado escuro, pouca formação de espuma e considerável aroma e residual doces, lembra muito as Amsterdams, porém muito menos mal feita. Ou seja, é degustável, mas o desequilíbrio de álcool e residual doce versus aromas e sabores de malte e lúpulo e falta de corpo incomoda. Para ser sincero, não sei qual é o sentido de se fazer esse tipo de cerveja desequlibrada, com ênfase no álcool.

Por fim, a Oettinger Hefe-Weissbier é a única weissbier disponível em lata no Brasil. Ao contrário do que possa parecer, a embalagem não prejudica em nada a qualidade da cerveja. É uma boa weissbier, com todas as características típicas do estilo, boa esterificação, sabores e aromas agradáveis, equilíbrio e tudo o mais. No geral, estamos bem servidos de weissbiers… (falando nisso, aguardem um post sobre weizenbocks aqui, inclusive).

Ouvindo: Helloween – Power

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HAPPY ST. PATRICK’S DAY !!!

Março 17, 2008 · 1 Comentário

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May the road rise to meet you

May the wind be always at your back

May the sun shine warm upon your face

The rains fall soft upon your fields and,

Until we meet again

May God hold you in the palm of His hand.

(Antiga e tradicional benção irlandesa, comumente usada nesta data…)

 

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Olá pessoal! Hi fellas!

Hoje, meus amigos, é St. Patrick’s Day, a mais tradicional data comemorativa da Irlanda! O dia de São Patrício foi criado em homenagem ao missionário que foi responsável pela introdução do cristianismo na Irlanda. É a data mais importante do país e também para as colônias irlandesas espalhadas ao longo do planeta (a cidade de Boston, nos EUA, talvez seja a mais importante delas). Os irlandeses são um povo festivo, que adora beber e cantar muito e se reunir com os amigos nos pubs. Portanto, cervejeiros de todo o mundo aproveitam a data para beber muita cerveja irlandesa e celebrar, como fazem os irlandeses.

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Daniel Teixeira (Glück Bier) e Daniel Draghenvaard (Smedgård)

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Guinness em biersiphon alemão? Não, é o chopp Artesamalt Stout! (Eu e Rômulo Gresta – Chernobier)

 

Uma das tradições mais comuns nesse dia é beber cerveja verde (tingida com anilina). Aliás, tudo deve ser verde, a cor da Irlanda. A tradição diz que quem não estiver vestido com algo verde no dia leva beliscão de todos os outros. Como ficaria complicado se entupir de Guinness, chopp verde e Irish Car Bomb em plena segunda-feira, a Confraria da Cerveja BH e o BH Rugby se uniram para comemorar a data ontem, domingão. Foi uma noite de lotação máxima no Frei Tuck, com muita música irlandesa, celta e cervejeira e muitos jogos de rugby no telão. E, claro, muita confraternização, muito chopp verde, Guinness e canecões!

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Eu e Mr. Marco Falcone (Falke Bier)

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Greene cheers, lads! Um brinde verde!

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Chopp Artesamalt Stout, biersiphon alemão e taças da Confraria da Cerveja BH!

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Eu, Luís Prazeres e a primeira dama Thaís

Foi do caraca! Que venha o St. Patrick’s de 2009!

Ouvindo: Flogging Molly – Drunken Lullabies

 

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CONCURSO ARTESAMALT – RESULTADO E COMENTÁRIOS

Março 12, 2008 · 2 Comentários

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Pessoal, a primeira coisa que tenho a dizer é que o concurso foi fantástico. Mesmo com a chuva inclemente e incessante, que teimava em cair sem dar refresco, a galera compareceu em massa e prestigiou bastante mais esse capítulo da história da cultura cervejeira brasileira.

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O júri

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Luiz Flávio (Frei Tuck), Edu Passarelli, Patrícia Lapertosa (Prazeres da Mesa), Sérgio Fraga (Cervejaria Fraga) e Rodrigo Lemos (este que vos fala).

Reunidos num júri misto (técnico e popular), estávamos Cilene Saorin, Kátia Jorge, Paulo Schiaveto, Marco Falcone, Sr. Werner Emmel, Leonardo Botto, Edu Passarelli, Luiz Flávio (Frei Tuck), Felipe Viegas (B&W), Cristiano Lamego, Henrique Oliveira, os jornalistas Ronaldo Nascimento, Chico Maia, Patrícia Lapertosa e este que vos fala. Concorreram 13 exemplares do estilo Pale Ale, todos da escola inglesa, divididos entre as categorias Ordinary Bitter, Best Bitter e ESB do BJCP. Analisados os parâmetros de aparência, aromas, sabores, tato (mouthfeel/retrogosto) e impressão geral, a briga pelo primeiro lugar foi bonita e ferrenha. Sagrou-se vitorioso meu xará Rodrigo Parisi, da Smedgård, vulgo Dino (ou Levinho). Os homebrewers da Smedgård tem por proposta resgatar a cultura nórdica e celta pré-cristã, e com isso fazem cervejas sem o uso de lúpulo e também hidromel. Porém a cerveja campeã era uma autêntica inglesona lupulada, quase unânime na preferência do júri. Todos os cervejeiros da Smedgård tiveram um excelente desempenho no concurso (fazem parte da horda cervejeira também o Daniel Draghenvaard e o Paulo Patrus).

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Stand da Smedgård

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Em segundo lugar ficou o presidente da Acerva Mineira, Rômulo Gresta, com sua inglesona superlupulada. Uma cerveja com aromas e sabres intensos, equilibrados e totalmente britânicos. Mais uma vez Mr. Rômulo mandou muito bem.

E em terceiro lugar ficou Mr. Daniel Teixeira, da Glück Bier (yeah!!!), com outra pale ale deliciosa, a P.A.nela (sacou a piada? Hehehehehe…)

E ainda foram expostas e servidas várias cervejas de outros estilos, não concorrentes, inclusive minha boa e velha Hercule, que mesmo com alguns problemas estruturais como residual doce e esterificação de banana muito além do desejado, foi bem elogiada e apreciada. Aguardem a segunda safra, com certeza será bem melhor!

Mas o melhor de tudo foi a reunião, o fato de todos estarem ao redor da cerveja e a confraternização final no melhor estilo pagão (com direito ao ritual do tacho comunitário de cerveja) quando foram anunciados os vencedores da Smedgård, onde todos os participantes se regozijaram da conquista (afinal foi o primeiro prêmio do pessoal da Smedgård).

Gostaria de agradecer a todos pela experiência: ao pessoal da Artesamalt pela brilhante idéia e incentivo ao movimento, aos jurados pela simpatia, interesse e disponibilidade, aos participantes pelo espírito cervejeiro e esportivo e ao público, pelo entusiasmo e sede! Hehehehe… foi uma experiência e tanto.

§11!!!

Ouvindo: Tankard – Die With a Beer In Your Hand

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